Eu lí esa história no Livro “Cristianismo em Crise“, do Hank Hanegraaf e achei maravilhosa, apesar de tão triste. Creio que essa história exeplifica muito bem o amor e vontade de Deus para conosco…

É uma excelente leitura. Aproveitem:

Dr. James Kennedy contou a história de John Griffith:
A época do acontecimento, disse, foram os ruidosos anos 20, no Estado de Oklahoma. John Griffith tinha pouco mais de 20 anos – recém-casado e cheio de otimismo. Ao lado de sua jovem e bela esposa, tinha sido abençoado por uma lindo bebê de olhos azuis. Com deleite e excitação, John estava vivendo o sonho americano.

Ele queria ser um viajante. Imaginava como seria visitar lugares distantes com nomes difíceis de pronunciar. Decidiu ler e pesquisar sobre tais lugares. Suas esperanças e sonhos eram tão vívidos que, nalgumas ocasiões, pareciam mais reais que a própria realidade. Mas então veio 1929 e a grande quebra da bolsa de valores.

Com o despedaçamento dos sonhos de John. Os ventos que silvavam toda a extensão do Estado de Oklahoma denunciavam estranhamente a força da tempestade que varria suas esperanças. Oklahoma estava sendo sistematicamente assediado pela depressão e pelo desespero.

Assim, de coração partido, John empacotou suas poucas possessões, pegou a esposa e o filhinho, Greg, e dirigiu-se para o Leste, num carro antigo da Ford. Rumaram para o Estado de Missouri, margeando o rio de mesmo nome. Lá chegando, ele conseguiu um emprego cuja principal incumbência era cuidar duma grande ponte ferroviária que se elevava sobre o volumoso rio.Dia após dia, John se sentava na sala de controle e dirigia as enormes engrenagens que movimentavam e sustentavam a imensa ponte. Ele ficava olhando, pensativo, quando barcaças enormes e navios esplêndidos deslizavam mecanicamente, baixava a maciça estrutura e ficava olhando com expectativa para os imensos trens passando estrondosamente, até se tornarem pouco mais que fagulhas no horizonte. A cada dia seu olhar denunciava uma tristeza. Parecia que esses veículos levavam consigo seus sonhos esmagados e as visões não realizadas de lugares e destinos exóticos.

Apenas em 1937 é que um novo sonho começou a brotar-lhe do coração. Seu garoto estava agora com oito anos de idade, e John começava a acalentar a visão duma nova vida na qual Greg trabalharia ombro a ombro com ele, uma vida de íntima comunhão e amizade. Quando o primeiro dia dessa vida raiou, trouxe consigo esperança e propósitos novos. Excitados, pegaram seus lanches e de braços dados encaminharam-se na direção da ponte gigantesca.

Greg olhava para as coisas de olho vivo e admirado, enquanto seu pai pressionava a alavanca que elevava ou baixava a ponte. Enquanto olhava, deve ter pensado que seu pai deveria ser, com certeza, o maior homem vivo. Admirava que ele pudesse controlar, sozinho, os movimentos de tão estupenda estrutura.

Sem eu percebessem, deu meio-dia. John tinha acabado de elevar a ponte, permitindo que alguns navios ali esperando passassem. Depois tomando o filho pela mão, saíram para o lanche. De mãos dadas, subiram devagar por uma escada estreita e elevada e dali chegaram ao mirante que se projetava uns quinze metros à frente, sobre o majestoso rio Mississipi. Sentaram-se, espiando boquiabertos os navios que passavam lá embaixo.

Enquanto comiam, John contava ao filho, com vívidos detalhes, histórias sobre os maravilhosos destinos dos navios que passavam solenes, lá embaixo. Envolvido num mundo de pensamentos, relatava história após história, enquanto seu filho se pendurava em cada palavra que dizia…

Então, de súbito, enquanto falava do tempo em que o rio inundara suas margens, ele e seu filho foram trazidos de volta à realidade pelo apito esganiçado dum trem distante. Olhando o relógio, sem poder acreditar, John viu que já era 13h07. Imediatamente se lembrou que a ponte ainda estava levantada e que o Memphis Express passaria dentro de poucos minutos.

Não querendo alarmar o filho, disfarçou o pânico. No tom mais calmo de que pôde se valer, disse ao filho para ficar tranqüilo. Saltando rapidamente sobre os pés, desceu a escadaria. Enquanto os preciosos segundos passavam voando, ele correu como um louco para a escada de mão que conduzia à sala de controle.

Uma vez lá dentro, pesquisou o rio para ter a certeza de que não havia quaisquer navios à vista. E então, como fora treinado a fazer, olhou diretamente para baixo da ponte, a fim de certificar-se que nada havia lá embaixo. Mas quando seus olhos moveram-se para baixo, John viu algo tão horrível que seu coração gelou no peito. Pois ali, abaixo dele, na maciça caixa metálica que abrigaca as colossais engrenagens da gigantesca ponte levadiça, estava seu filhinho querido.

Ao que tudo indica, Greg tentara seguir o pai, mas acabou caindo da escada estreita. E agora mesmo estava metido entre os dentes de duas das principais engrenagens da caixa controladora. Embora o menino parecesse estar consciente, John podia ver que uma de suas pernas já começara a derramar sangue copiosamente. Imediatamente um pensamento ainda mais horroroso transpassou-lhe a mente, pois naquele instante ele sabia que baixar a ponte significaria matar seu filho Greg.

Em pânico, sua mente investigou todas as possibilidades, buscando freneticamente uma solução. De repente, um plano lhe veio à mente. Viu-se apanhando uma corda, descendo a escada, tão estreita, segurando a corda, fazendo-a escorregar na direção de seu filho e puxando-o de volta a um lugar seguro. No instante seguinte voltaria à sala de controle e faria a ponte baixar para o trem que se aproximava veloz.

Mas logo que tais pensamentos surgiram, percebeu-lhes a futilidade. No ato ele soube que não havia tempo suficiente. A transpiração começou a crescer-lhe na testa, o terror escrito em cada centímetro do rosto. Sua mente titubeou dum lado para o outro, buscando inutilmente alguma outra solução. O que faria? O que poderia fazer?

Seus pensamentos voltaram, angustiados, para o trem que se avizinhava. Em estado de pânico, sua mente agoniada considerou as quatrocentas pessoas que estavam se aproximando veloz e inexoravelmente para a ponte. Logo surgiria o trem rugindo, dentre as árvores, numa tremenda velocidade. Mas aquele – aquele era seu filho , seu filho único, seu orgulho, sua alegria.

A mãe dele – podia ver o rosto dela, coberto de lágrimas. Aquele era o filho deles, seu filho amado. Ele era o pai, e aquele era seu menino.

Ele compreendeu, num momento, que só havia uma coisa a ser feita agora. Soube que tinha de fazê-lo. E, assim, escondendo o rosto debaixo do braço esquerdo, ele empurrou a alavanca. Os gritos de seu filho foram imediatamente abafados pelo som incansável da ponte a qual se ajustava lentamente à nova posição. Em poucos segundos, o Memphis Express rugiu, passando pelas árvores, e encaminhou-se em direção à imensa ponte.

John Griffith levantou o rosto coberto de lágrimas e olhou para as janelas do trem que passava. Um negociante lia o jornal matutino. Um condutor uniformizado olhava indiferente para seu grande relógio de bolso. Damas sorviam seu chá vespertino no vagão-restaurante. Um pequeno menino, parecendo-se estranhamente com seu próprio filho, metia uma colher de cabo comprido numa grande taça de sorvete. Muitos dos passageiros pareciam ocupados em conversa inútil ou riam-se, descuidados.

Mas ninguém olhou para onde John estava. Ninguém sequer momoveu os olhos para a gigantesca caixa de engrenagens que agora abrigava os restos despedaçados das esperanças e sonhos de John Griffith.

Angustiado, esmurrou a vidraça da sala de controle e clamou: “Que há com vocês, gente? Não se importam? Não sabem que sacrifiquei meu filho por vocês? Que há de errado com vocês?”

Mas ninguém respondeu; ninguém o ouvira. Ninguém ao menos olhara para ele. Ninguém pareceu importar-se. E tão repentinamente como começou, tudo terminou. O trem desapareceu, passando rapidamente pela ponte e sumindo no horizonte…

E aí? Até quando você vai permanecer indiferente ao amor de Deus por você?

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