Esses dias, fui fazer o trabalho de capelania evangélica hospitalar que realizamos toda semana. Ao entrar em um quarto, encontrei um homem (Junior) e seu filho adolescente (Rafael). Eu preguei o amor de Deus, Sua amizade e compaixão para com Suas criaturas. Senti o pai do garoto meio arredio e talvez esperando um fanatismo religioso da minha parte, porém não era nossa intenção fazer proselitismo religioso lá, mas apenas falar do amor de Deus.
Um estava lendo um livro do Harry Potter e o pai estava lendo um livro sobre uma família cuja característica principal era que, em todas as gerações, durante séculos, todo primogênito era médico; ele disse que a história tem elementos do místicos, senti que era um certo teste sobre nossas reais intenções lá – posição prudente a dele. Eu perguntei o que o garoto estava fazendo lá. O pai me respondeu que o filho faria um transplante e que ele iria doar seu próprio rim para seu filho, comentou também que o rapaz estava com uma infecção interna que precisava ser curada antes da cirurgia. Ele começou a chorar enquanto contava.
Compartilhei com o garoto que eu tenho minhas limitações físicas e que tenho que evitar atividades insalubres para poder me manter razoavelmente bem de saúde no meu cotidiano (não vou contar minha limitação aqui) e disse para o garoto se cuidar e que a vida dele nunca mais seria a mesma depois do transplante, pedi para ele respeitar seus limites físicos também. Convidei os dois a orar comigo. Começamos a orar, o pai se entregou às lágrimas e ví o Espírito Santo se movendo no coração dele. Ele estava muito preocupado com o bem-estar do filho e com o que aconteceria depois do transplante.
O final dessa história eu não sei, talvez nunca venha a saber, mas eu faço um paralelo com uma outra história de amor de um pai pelo seus filhos. Deus, nosso Pai, nos amou e deu algo muito importante dele por nós, não foi um rim, foi a vida do seu próprio Filho, por nós. Jesus, nosso Criador, antes de morrer, sabendo que ira ser morto, se recolheu ao Monte das Oliveiras para orar e a Bíblia diz que Ele suou e chorou gotas de sangue (Lc 22:44). Esse sangue demonstra a mais profunda angústia que alguém pode sentir.
Jesus, mesmo já sabendo de todas as coisas, pois foi Ele quem determinou tudo junto com o Pai, estava preocupado com o que aconteceria com Seus amigos e filhos (Jo 15) depois de Seu sacrifício. Será que você reagiu bem ao sacrifício de Cristo, você está honrando a doação do Senhor que dá vida aos Seus eleitos?
O final da história dos dois personagens acima eu não sei, você também pode não saber; mas, e o final da tua história? Como a doação de Cristo tem reagido dentro de você?
Is 55:6 Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.
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