Vejo muitas queixas de abandono, vazio, carência e solidão entre meus irmãos na fé e amigos seculares hoje em dia. Lembrei das aulas de psicologia de consumo da faculdade e de uns trechos de livros de psicologia que li tempos atrás. Resolvi escrever um pouco sobre o conceito de família, sobre como podemos “alargar as estacas” daquilo que entendemos como família e assim nos alegrar da numerosa família que nosso Criador nos proporciona nessa Terra.

Sabe quando você não se contenta com nada? Sabe quando você começa a lembrar com muita tristeza daqueles com quem você compartilhou a tua vida, mas houve um certo trecho em que te abandonaram, te largaram no meio do caminho? Essa sensação é muito comum nos dias super corridos e estressantes da pós-modernidade e nós, cristãos, não estamos imunes a isso.

Deus conservou pessoas maravilhosas com quem sempre podemos contar e esses queridos se tornam nossa numerosa nossa família. Mas não me refiro apenas à família biológica.

Na publicidade e na psicologia comportamental de consumo, costuma-se dividir os “tipos” de família que existem. Celso Michelangelo Giglio divide assim “as famílias” – Família Biológica, Família Sociológica, Família Como Realização Pessoal, Família Sociológica, Família Econômica. Eu tenho o seguinte entendimento sobre essa classificação de famílias:

Família Biológica – É a família na qual se nasce, da qual se herda os genes e certos “traços” comportamentais.

Família Psicológica – É a família que supre a nossa necessidade de segurança emocional e afetiva, a família entra aqui motivando ou desmotivando a pessoa a vencer as batalhas da vida, a conquistar ou mesmo a fazer o que é certo, quando isso é requerido. Nesse ponto, nossa família biológica pode não ser suficiente. Órfãos e filhos de pais separados, por exemplo, geralmente não obtêm essa segurança dentro de casa, então buscam essa satisfação psicológica em outros relacionamentos tais como amizades, namoros, religião, familiares de 2º e 3º graus e outros relacionamentos onde possa preencher esse “vazio”.

Família como realização Pessoal: É quando temos filhos, ou irmãos, ou alguém mais próximo em nosso círculo social, onde investimos nossos sonhos irrealizados neles. Quando nos falta perspectiva na realização de algum sonho e transferimos essa realização para outra pessoa. Adotamos alguém, incentivamos e batalhamos para que essa pessoa realize todos os NOSSOS sonhos. Essa é uma característica do cidadão pós-moderno.

Família Sociológica: É quando o indivíduo busca a formação necessária para se adaptar aos grupos sociais por onde passa durante a vida. Buscamos pessoas que nos ensinem os modos de conveniência grupal, ou seja, nos ajude a construir nossa ética e nossa sociabilidade. Se a educação dos pais não é suficiente para formas as bases sociológicas do indivíduo, ele procura também aonde possa saciar essa necessidade em lugares como o ambiente de trabalho, na escola, na faculdade, na igreja, etc…

Família Econômica: Esse é fundamentalmente o papel dos pais. Mas em famílias de renda geral insuficiente, esse papel muitas vezes é suprido pelos filhos ou por algum benfeitor que se dispõe a ajudar, tais como avós, tios, primos mais próximos, amigos, etc… No Brasil, a realidade econômica é complicada, chega a ser cruel para a maioria das pessoas. É o que tenho constatado por aí onde tenho feito trabalhos de evangelização.

Achei por bem colocar o que aprendi sobre o papel da família, para demonstrar que todos nós temos carências afetivas e estamos sujeitos a nos sentir vazios em muitos dias de nossa vida, sejamos jovens, crianças ou idosos. Relacionamentos complementares nos dão uma certa segurança, mas é uma segurança tão frágil quanto nossos ossos diante uma tonelada de peso caindo sobre nós. Não estou aqui incentivando o isolamento e o “ostracismo”, pois a Bíblia mesmo declara em Provérbios 18:1 “Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria.”. Minha posição é que devemos sim ser comunicáveis e ter o número de amigos que nos convir, mas quero dizer que nada disso nos satisfará completamente. Esse tipo de vazio é um fardo difícil demais de se carregar. Não precisamos dele. Voltemo-nos então ao único que pode aliviar nossa carga nessa vida, ao Consolador, o Espírito da Verdade; ao Pai das Luzes, o Deus Todo-Poderoso; ao Filho Onipotente, o Santo Mediador. Jesus disse:

Mateus 11:
27 Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
30 Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Te convido a fazer uma oração comigo:
Senhor, sei que sou incompleto sem Ti. Nada, nem ninguém pode me dar amor como Você me dá. Peço que o Senhor acalme meu coração e me alivie desse jugo pesado do vazio e do sentimento de solidão. Eu te agradeço pelas famílias que o Senhor me dá, pelas pessoas maravilhosas que me cercam e pela impossibilidade de estar sozinho nesse mundo. Eu te amo meu Pai, porque o Senhor me amou primeiro. Eu faço essa oração em nome de Jesus. Amém.
Anúncios