Nunca devemos supor que o orgulho seja algo que Deus proíbe por se sentir ofendido ou que a humildade seja algo que Ele exige, em função da Sua própria dignidade (como se Deus tivesse qualquer orgulho). Ele não está nem um pouco preocupado com a Sua própria dignidade. O fato é que Ele quer que você O conheça; quer se dar a você. E Deus e você são de um tipo tal, que, se você quiser realmente manter qualquer contato com Ele, terá de ser humilde de fato – agradavelmente humilde, sentindo o alívio infinito de ter se livrado de uma vez por todas de toda a bagagem tola sobre a sua própria dignidade, que o tornou tão ansioso e infeliz por toda a vida.

Ele está tentando fazê-lo humilde a fim de tornar possível esse momento: despir você de um monte de roupas ridículas [e] feias.. com as quais todos nós nos vestimos e ficamos andando de narizes empinados, sentindo o orgulho de sermos os verdadeiros idiotas que somos.

Eu gostaria de estar um pouco mais adiante em relação à minha própria humildade; se assim fosse, provavelmente eu poderia falar-lhe mais sobre o alívio, o conforto de livrar-me da fantasia, do falso eu, com todos os seus “Olhem para mim!” e “Não acham que sou uma boa pessoa?”, com toda a sua pompa e circunstância. Chegar perto disso, nem que seja só por um instante, é como dar um copo de água gelada a um homem perdido no deserto.

C.S. Lewis

Créditos: Patricia S. Klein; “Um Ano Com C.S. Lewis“; traduzido por Gabrielle Greggersen. Editora Ultimato

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