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Apresento um compêndio extraído da internet com seitas antigas que já combateram o cristianismo bíblico, porém, como prometeu Jesus, as portas do Inferno não prevaleceram (e não prevalecerão) contra a Igreja de Jesus. Aproveitem para lembrar que Deus cuida do seu povo:

Arianismo – Uma heresia que surgiu no 3° século, em conseqüência das idéias de um bispo de Alexandria, chamado Ário. Ele pregava que o Filho (Jesus) era menor que o Pai, e o Espírito Santo era menor do que o Filho; também ensinava que, por meio do Filho o Pai teria criado o universo, mas o próprio Filho também teria sido criado, não sendo portanto eterno, nem sendo verdadeiro Deus,  o que equivale a dizer que a Trindade, doutrina que naquele tempo ainda estava sendo formulada, não poderia ser oficializada da forma como os bispos (Pais da Igreja) pensavam – três pessoas distintas em um só Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória – como foi confirmada pelo Concílio de Nicéia em 325. O bispo Atanásio, também de Alexandria, foi o defensor da fé cristã, contra essa terrível heresia; muito embora tenha derrotado Ário em Nicèia,   mesmo assim muitos de seus seguidores persistiram nas pregações desses idéias, e esta heresia existe até os nossos dias (Testemunhas de Jeová).

Gnosticismo – O gnosticismo é uma mistura de crenças religiosas com idéias filosóficas de pensadores gregos.  O maior de todos os pensadores gnósticos do segundo século foi Valentino, que iniciou esse movimento por volta do ano 137 d.C.; estabeleceu escolas no Egito e em Chipre, e depois mudou-se para Roma. Os gnósticos ensinavam que o mundo da matéria é mau e que por isso não foi criado por Deus, e se a matéria é má, é também mau tudo que vem da matéria, a Bíblia nos ensina justamente ao contrário  (comparar com Gn 1.31). Pela mesma razão, Jesus Cristo não foi homem no sentido humano, possuindo corpo material, nem morreu e ressuscitou como homem. Para os gnósticos cristãos a coisa mais importante para a salvação é a gnose, palavra grega que significa conhecimento (trata-se de um conhecimento especial, superior ao da Bíblia, acessível apenas às pessoas  mais cultas e espiritualizadas).

Outro grupo de gnósticos apareceu nas igrejas, naquele tempo, ensinando que, o que acontece no plano da matéria, isto é, no corpo, não afeta a alma. Portanto, uma pessoa que vive uma vida imoral no plano material (no corpo), pode perfeitamente salvar-se, porque a salvação opera espiritualmente e não existe qualquer dependência entre um e outro. Além dessas heresias, o gnosticismo ensinava ainda que, assim como é mau o mundo material, também é mau o deus que o criou – o Javé do Antigo Testamento; Cristo não foi um ser humano, ou seja, não possuía um corpo material. Ele é o Deus bom, que veio trazer o conhecimento espiritual superior, necessário para a salvação.

Ao lado destas heresias o gnosticismo ensinava também coisas boas. Por isto mesmo é que o movimento se tornou uma ameaça para a Igreja primitiva. A luta contra a gnose foi uma das mais acirradas que a igreja cristã teve de trava.  Irineu de Lião, foi um dos mais ardorosos teólogos dos primeiros séculos a combater essa terrível heresia.

Maniqueísmo – Seita religiosa fundada por um persa chamado Mani (ou Manes) (c. de 215-265). Considerado por seus seguidores como divinamente inspirado, seus ensinos se estenderam através do oriente e várias partes do Império Romano.

Os maniqueus, à semelhança dos gnósticos, eram dualistas, criam que havia uma eterna luta entre os princípios radicalmente opostos, o bem e o mal. Segundo eles, Deus é o criador de todo o bem, e Satanás o criador de todo o mal. Posteriormente, alguns maniqueus faziam distinção entre o Deus do Antigo Testamento (mau) e o Deus do Novo Testamento (bom). Eles crêem também que o espírito do homem é de Deus, enquanto que o corpo é do demônio. Desprezam, por isto, a matéria, inclusive o corpo. Por acreditarem, de um certo modo na reencarnação, os adeptos da seita “aspiram” ser reencarnados como “eleitos” para não mais necessitar desse processo.

Para eles, Jesus era o Filho de Deus, porém, que havia vindo à Terra para salvar a sua própria alma. Buda e outras figuras religiosas de vulto haviam sido enviadas à humanidade para sua libertação espiritual. Na prática, o maniqueísmo nega a responsabilidade humana pelos males cometidos porque crêem que não são produtos da livre vontade, senão do domínio de Satanás sobre nossas vidas.

Agostinho, bispo de Hipona, um dos mais famosos Pais da Igreja antiga, foi, por algum tempo, um adepto dessa seita herética, mas não encontrou em seus ensinos o conforto de que necessitava a sua alma, o qual somente veio a encontrar quando leu pela primeira vez a Palavra de Deus.

Marcianismo/Monarquianismo/Monofisismo

Marcianismo – Esse movimento foi desenvolvido por um mestre gnóstico chamado Marcião (81-160). Na sua igreja, que ficava na região de Sinope, perto do Mar Negro, começou a divulgar idéias estranhas e sedutoras sobre a fé cristã. Por causa disso foi expulso pelo próprio pai, que era bispo da Igreja; foi para Roma onde juntou-se à igreja local e passou a ensinar que o mundo foi criado por um Deus inferior – o Deus do Antigo Testamento.

Como podemos observar, essas idéias eram fundamentadas ou serviram de fundamento para as doutrinas (ou heresias) do gnósticas. Marcião ensinava as pessoas dentro da Igreja a detestar as Escrituras do Antigo Testamento por causa do seu legalismo mosaico. Aceitava apenas alguns dos livros que compõem hoje o Novo Testamento, mesmo assim adulterados por ele com modificações grosseiras; considerou o apóstolo Paulo como o único cristão antigo que melhor entendeu a revelação de Deus em Cristo; selecionou os escritos sagrados que para ele eram os verdadeiramente inspirados, e formou o seu próprio cânon.

Em 144 foi expulso também da Igreja de Roma por causa desses ensinos heréticos; organizou a sua própria igreja, que durou até aproximadamente o século V.

Monarquianismo – (Ou monarquismo, como é mencionado no MANUAL BÍBLICO, acima referido). Nos séculos II/III alguns escritores cristãos julgavam que o Verbo (Lógos), ou o Filho de Deus só se tornara pessoa no tempo; em vista da criação do mundo, o Pai terá gerado ou emitido o Lógos, de modo a constituir a segunda Pessoa da Trindade. Esta concepção negava a eternidade do Filho de Deus e o subordinava ao Pai. Contudo, os defensores dessa teoria afirmavam a divindade do Filho, de modo que não suscitavam grave problema na sua época. Podemos dizer que a primeira tentativa sistemática de conciliar unidade e pluralidade em Deus professava a unidade com detrimento da pluralidade. Chamou-se, por isto, monarquianismo,  expressão derivada da exclamação: “Monarchian tenemus – Conservamos a monarquia”

Dessa teoria herética derivaram várias correntes: a dinamista, professava que Jesus era mero homem, quando foi batizado teria sido revestido de poder (dynamus) divino; foi, portanto, adotado por Deus como Filho, com intensidade especial; a modalista, ensinava que o Filho era o próprio Pai ou uma modalidade pela qual o Pai se manifestava; por conseguinte, o Pai terá padecido na cruz.

O presbítero Ário de Alexandria, no século IV, foi mais longe do que os seus antecessores nas chamadas heresias trinitárias, pois afirmava que o Filho é criatura do Pai, a primeira e a mais digna de todas, destinada para a criação de outros seres. Em virtude da sua perfeição, o Filho ou Lógos poderia ser chamado “Filho de Deus”, como reza a tradição.

Monofisismo – O Monofisismo originou -se como uma reação ao Nestorianismo.

Os monofisistas (liderados por um homem chamado Eutyches) ficaram horrorizados pela implicação nestoriana de que Cristo era duas pessoas  com duas diferentes naturezas (divina e humana). Então eles partiram para o outro extremo alegando que Cristo era uma pessoa com uma só natureza (uma fusão de elementos divinos e humanos). Portanto eles passaram a ser reconhecidos como Monofisitas devido à sua alegação de que Cristo possuía apenas uma natureza (Grego: mono= um; physis= natureza).

Os teólogos Católicos ortodoxos imediatamente reconheceram que o Monofisismo era tão pernicioso quanto o Nestorianismo porque esse negava tanto a completa humanidade como a completa divindade de Cristo. Se Cristo não possuía a natureza humana em sua plenitude então ele não poderia ser verdadeiramente homem e se ele não possuía a natureza divina em plenitude, então ele não era verdadeiramente Deus.

Esta heresia persiste em alguns círculos católicos bem intencionados, mas errados, que subestimam a natureza humana de Cristo”.

Montanismo/Nestorianismo/Pelagianismo

Montanismo – Na segunda metade do século II, algumas práticas e influências mundanas começaram a aparecer na igreja. Costumes mundanos evidenciavam um distanciamento entre a igreja dessa época e o caráter dos cristãos primitivos. Foi nesse contexto que levantou um pregador de nome Montano e começou a combater o mundanismo na igreja, dando ênfase à segunda vinda de Cristo.

Montano era da Frígia, interior da Ásia Menor, região bastante marcada pela presença de cristãos. Voltou-se contra institucionalidade da Igreja e contra o que considerou sua mundanidade. Tudo começou com a sua experiência na conversão. No ano 156, logo ao ser batizado, entrou em transe e começou a falar em línguas. A maioria das pessoas presentes não sabia do que se tratava, mas duas mulheres (Prisca e Maximila) mostraram-se entendidas. Juntamente com elas Montano formou sua igreja, passando a ensinar de modo crítico que a igreja dos seus dias era pobre de espírito, pois não falava em línguas.

O montanismo colocou uma grande ênfase no dom de falar línguas, e na doutrina do segundo Pentecostes. Diziam que com Montano iniciou-se uma nova era do Espírito (Parácleto) e que profetizar no Espírito era a evidência do seu ministério espiritual.

Montano auto-proclamou-se como o novo “profeta espiritual” de Cristo, portador da segunda e última revelação profética. Seus discípulos levavam a vida cristã a sério e condenavam todo e qualquer prazer ou divertimento do mundo. Anunciavam que o fim do mundo estava prestes a acontecer, e que a alegria e o prazer são proibidos aos cristãos verdadeiros.

Infelizmente, esta doutrina tornou-se radical a ponto de recusarem não só a alegria aos seus membros, mas também o casamento dos viúvos. Condenada pela Igreja como heresia, ela contudo reaparecia de tempo em tempo, como nos séculos III e IV, nos quais alcançou grande notoriedade.

Nestorianismo – Heresia promovida por Nestor, patriarca de Constantinopla, do século V, referente à relação entre a divindade e a humanidade de Jesus Cristo. Contrariamente ao pensamento teológico que atribuía à única pessoa do Verbo Encarnando as duas naturezas, divina e humana, Nestor ensinava que em Jesus Cristo havia duas pessoas separadas; a divina (o logos), e a humana (Jesus). “O partido nestoriano. Alguns dos primeiros Pais da Igreja usaram expressões que aparentemente negavam a existência de duas naturezas em Cristo, postulando uma única natureza, ‘a encarnada e adorável Palavra’. Desse ponto de vista é que Maria era com  freqüência chamada theotokos, mãe de Deus. Foi particularmente a escola de Alexandria que revelou essa tendência. Por sua vez, propendeu para outro extremo a escola de Antioquia. Isso transparece mormente nos ensinos de Teodoro de Mopsuéstia. Ele partia da completa humanidade de Cristo e da perfeita realidade das Suas experiências humanas. Segundo ele, Cristo teve realmente de lutar contra paixões humanas, atravessou genuíno conflito com a tentação, tendo-Se saído vitorioso. Deveu o poder de conservar-Se livre de pecado (a) ao Seu nascimento impecável, e (b) à união entre a Sua varonilidade e o Logos divino. Teodoro negava a residência essencial do Logos em Cristo, concedendo somente a residência moral. Não via diferença essencial , porém apenas uma diferença quanto a grau, entre a residência de Deus em Cristo e nos crentes. Essa posição realmente substituía a encarnação pela residência moral do Logos no homem Jesus. Não obstante, Teodoro retrocedia da conclusão a que sua opinião parecia levar inevitavelmente, a de que haveria dupla personalidade em Cristo, duas pessoas entre as quais existiria uma união moral. Afirmava ele se tão íntima essa união que as duas poderiam ser referidas como uma só pessoa, tal como marido e mulher podem ter sido uma só carne. O desenvolvimento lógico dessa posição antioquiana é visto no Nestorianismo.

Seguindo os passos de Teodoro, Nestor negava que o termo theotokos pudesse ser devidamente aplicado à Maria porque ela simplesmente dera à luz a um homem que era acompanhado pelo Logos. Embora Nestor não extraísse a conclusão inevitável que derivava dessa posição, seu oponente, Cirilo, considerava-o responsável por aquela conclusão. Salientava ele que (a) se Maria não é theotokos, ou seja, a mãe de uma pessoa, e pessoa divina, então a encarnação de Deus fica substituída pela suposição de que um mero ser humano estava associado ao Logos: e (b) se Maria não é theotokos, fica alterada a relação entre Cristo e a humanidade, e Ele não é mais o eficiente Redentor da humanidade. Os seguidores da idéia de Nestor não hesitaram em tirar essa conclusão.

O nestorianismo é deficiente, não quanto à doutrina das duas naturezas de Cristo, e sim quanto à da Pessoa una. Concorda com a autêntica e própria deidade e a autêntica e própria humanidade, mas não são elas concebidas de forma a comporem uma verdadeira unidade, nem a constituírem uma única pessoa. As duas naturezas seriam igualmente duas pessoas. A importante distinção entre natureza, como substância possuída em comum, e pessoa, como uma substância relativamente independente daquela natureza, é descartada inteiramente. Ao invés de mesclar as duas naturezas numa única auto-consciência, o nestorianismo as situava lado a lado, sem outro liame além da mera união moral e simpática entre elas. O homem Cristo não seria Deus, mas somente portador de Deus, theophoros, possuidor da Deidade nEle. O ponto forte do nestorianismo, é que procurava fazer justiça plena à humanidade de Cristo. Entretanto, ao mesmo tempo, agia em contrário a todas as provas escriturísticas em prol da unidade da Pessoa no Mediador. Deixava a Igreja com um exaltado exemplo de piedade e moralidade verdadeiras na pessoa humana de Jesus, não obstante furtava-lhe seu Redentor divino-humano, fonte de todo o poder espiritual, graça e salvação” (A HISTÓRIA DAS DOUTRINAS CRISTÃS, págs. 95-96 – Louis Berkhof).

Portanto, segundo o ensino nestoriano, Maria não poderia ser considerada Mãe de Deus. O Concílio de Éfeso (431) e o Concílio de Calcedônia (451) ao rejeitarem essa doutrina herética sobre as duas naturezas de Cristo, ficou implícito também a rejeição da parte referente à Maria, isto é, que ela não poderia ser chamada mãe de Deus. O nestorianismo não foi totalmente extinto, mas foi aceito pela Igreja persa, mantendo-se até hoje em algumas comunidades cristãs orientais reunidas sob o nome de Igreja  Nestoriana.

Pelagianismo – “Pelagius ou Pelágio, um monge gaulês deu início a essa heresia que carrega seu nome. Ele negava que nós herdamos o pecado de Adão e alegava que nos tornamos pessoalmente pecadores apenas porque nascemos em solidariedade com uma comunidade pecadora a qual nos dá maus exemplos. Da mesma forma, ele negava que herdamos a santidade ou justiça como resultado da morte de Cristo na cruz, e dizia que nos tornamos pessoalmente justos através da instrução e imitação da comunidade cristã, segundo o exemplo de Cristo. Pelagio dizia que o homem nasce moralmente neutro e pode chegar ao céu por seus próprios esforços. De acordo com ele,a graça de Deus não é verdadeiramente necessária, mas apenas facilita uma difícil tarefa.

É uma visão que ainda hoje encontramos na Teologia da Libertação, por exemplo: o que importa é o esforço do homem, a graça de Deus é bem vinda mas não é necessária, etc…

(Extraído da Internet: http://www.cleofas.com.br).

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