Thiago Surian

Lucas é um garoto cristão. Nasceu numa família evangélica, cresceu na Igreja e entregou-se ao Senhor aos 14 anos de idade, depois de passar algumas aventuras mundanas que o fizeram perceber que sem Cristo a vida é uma ilusão. Lucas está agora com 20 anos de idade e sonha em ter uma família, poder sustentá-la e ser o cabeça dessa instituição sagrada. Nada melhor para isso do que uma moça cristã, de bom testemunho e da própria Igreja. Por sorte, há uma menina na Igreja do nosso “herói” que está interessada nele e flerta com ele em todos os cultos. Lucas está interessado e se apaixonando por ela, mas sente que é preciso orar e conhecê-la melhor antes de iniciar um namoro. Lucas reflete bem e pensa que está na hora de chamá-la para uma conversa e pedi-la em namoro, então vai à igreja e pergunta por ela. Foi quando seu mundo caiu: Ela estava com o namorado. Namorado? Sim. Ela estava flertando com outro rapaz, sem Lucas saber, e começou o namoro aquela semana com esse outro rapaz. Foi um golpe muito duro para Lucas. Ele se sente traído, desiludido, morto por dentro.

Mas há uma “esperança” para Lucas. Há outra garota interessada no rapaz, porém há um detalhe: ela não é compromissada com o Senhor. Ela é muito bonita, alegre, gentil, delicada, carinhosa – qualidades que encantam o moço. Ele pensa, conversa com amigos e líderes da igreja, ora bastante, até que chega à conclusão comum nesses tempos, que é tratada como se fosse uma verdade bíblica entre os jovens evangélicos hoje (2 Tim 4:3-5). Lucas conclui que “não tem nada a ver” namorar a moça; afinal, ela o trata com mais consideração que a cristã que o rejeitou e tem um bom comportamento, além do mais, ele a “ama”. Ora, quer sinal mais forte que Deus abençoará esse relacionamento do que amor? Deus é amor! É claro que Ele está nisso. Não é mesmo? (1 Cor 13) Lucas dá um passo rumo ao que ele considera sua “felicidade”, desconsiderando a orientação bíblica, crê fortemente na teologia do “não tem nada a ver” e namora a moça não cristã. Ele embarca nesse tendo certeza que tudo dará certo. Passa o tempo, Lucas está a cada dia mais apaixonado e seus desejos sexuais à flor da pele. Os da menina também. Mais uma vez, baseado na teologia do “nada a ver”, Lucas se convence que o “amor” é o mais importante e se entrega sexualmente à sua “amada” (Heb 13:4). Um mês depois, a notícia de que ela está grávida, mas eles usaram camisinha; mas pode  ter estourado. Lucas descobre que a gravidez dela já é de 3 meses. Ou seja, eles acabaram de fazer sexo pela primeira vez, como assim já está de 3 meses? Lucas não acredita na situação, mas não há o que negar. Ele foi traído. Seu “amor” e toda a teologia do “nada a ver” não funcionou no final. Lucas quer perdoar e seguir em frente, mas não acha correto tomar o lugar de outra pessoa, o verdadeiro pai da criança. Então decide, com muita dor e sofrimento no coração, terminar tudo com sua “amada”. Lucas retorna para a Palavra de Deus e sente na pele o que a Bíblia diz: “Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite. Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes.” (Prov 5:3,4)

Se que há muitos “Lucas” que estão me lendo agora. Você que se identificou com a história de Lucas, quero te desafiar a pensar: Todos na vida fazemos nossas apostas. Qual tem sido a sua aposta para ser a sabedoria da sua vida e para seus relacionamentos? A mídia? A faculdade? Algum escritor famoso? Algum pastor com cara de profeta da internet? Seu amigos? Ou a sua própria sabedoria? Sua própria cabeça tem sido a sua sentença? Que tal apostar na Bíblia e acreditar que a Palavra de Deus é suficiente para te ensinar e instruir para ter uma vida justa e pacífica com Deus e a sua própria consciência? (2 Tim. 3:16) Diga não ao relacionamento sem compromisso com o teu Deus, meu amigo e minha amiga (#IURDfeelings) e tenha paz com o teu Pai, Criador e Deus. Convença-se, de uma vez por todas, que o que “não tem nada a ver” é estar fora do que diz a Palavra de Deus.

Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte. Provérbios 16:25

Thiago Surian é publicitário, faz parte da equipe de capelania hospitalar do Hospital do Rim e é membro da Igreja Batista do bairro de Vale das Virtudes, em SP. Missionário urbano com tribos urbanas há 12 anos.
Um adendo:
Esse é um conto baseado em fatos reais. Muitos brincam com fogo achando que não vão se queimar. Namoram pessoas sem compromisso com o Senhor e acham que podem mudar a vida da pessoa. 

A Bíblia diz:

Pode alguém colocar fogo no peito sem queimar a roupa?

Pode alguém andar sobre brasas sem queimar os pés?
Prov 6:27,28

O fato de a pessoa ser evangélica não quer dizer que ela é realmente uma cristã. Ela pode não ter ou não honrar um compromisso real com o Senhor Jesus. Temos que ser vigilantes. Não adianta “chutar o balde”. Temos que fazer o que é certo. Mesmo se tudo der errado, temos que continuar fazendo o que é certo. Assim o Senhor pelejará por nós e estará ao nosso lado para nos ajudar a levantar quando cairmos em batalha, quando desanimarmos em tristeza e quando estivermos sem mais nenhuma força para prosseguir. Ele é a ressurreição e a Vida! Ainda que nós falhemos, Ele é a nossa superação. Por isso temos que confiar nEle e rejeitar as “delícias” que o Mundo nos oferece, tendo em mente nosso Alvo, que é, com certeza, muito mais excelente que os prazeres ilusórios que o Mundo nos oferece.

Não é bom arriscar com pessoas sem compromisso com o Senhor (mesmo que sejam evangélicas). Não temos o poder de converter ninguém e não sabemos se o Senhor vai converter aquela pessoa. Não creio que é pecado namorar alguém não cristão, mas creio que é arriscar demais as melhores coisas que temos em nossa vida espiritual, em nome da fragilidade do amor humano.. As chances de você se dar bem são pouquíssimas!!

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