Por quê, Deus, por quê? 

“Dias horríveis”, “parece que deu tudo errado…” Não importa o nome que você dê: parece que há dias que não valem a pena serem vividos. Não importa se é uma segunda-feira chuvosa, se levou um escorregão no banheiro ou se aconteceu uma tragédia que pode mudar totalmente o curso de sua vida, acabando com todas as esperanças e partindo seu coração. Normalmente surgem três perguntas nessas situações:

· Por quê, Deus, por quê?
· Quando, Deus, quando?
· Vou sobreviver, Deus, vou?

Você fica pensando: Por quê? Por que eu? Por que agora? Por que isso? Por quê, Deus, por quê? Se você está fazendo estas perguntas, lembre-se de que não está sozinho. Elas são tão antigas quanto a própria humanidade. Desde a Queda, as pessoas tentam conciliar a bondade de Deus com o sofrimento da humanidade. Somente suas crenças sobre a vida determinarão o modo que você vai reagir às suas crises.

O Dr. Lloyd Ogilve sugere o seguinte:

Primeiramente, cremos que os problemas, as crises, perdas e qualquer coisa que não sai do jeito que gostaríamos é uma coisa ruim para nós. Tudo aquilo que interrompe o fluxo normal de nossa vida, que não é agradável e causa aflição não pode ser benéfico para nós. Os problemas são uma perturbação, uma invasão, uma ruptura, e nada disso tem benefício real.

Também cremos no nosso direito. Merecemos viver uma vida livre de problemas, especialmente se somos fiéis, diligentes, esforçados e visionários.
A terceira crença tem a ver com Deus. Se cremos nEle, se o servimos e se seguimos Sua Palavra, Ele assegurará (ou terá de assegurar) que nossa vida corra tranqüilamente, sem nenhuma dificuldade. Cremos que Deus nos deve um maravilhoso Cruzeiro marítimo pela vida.

Lembra-se de Jó, aquele homem que perdeu tudo em um único dia? Jó viveu crise atrás de crise. Ele pode ter se sentido como alguém que girou a roda da fortuna e perdeu tudo. Tudo se foi: família, amigos, posses, riqueza, reputação e saúde. Depois de vários dias de silêncio, Jó começou a fazer as perguntas que muitos de nós fazemos quando enfrentamos perdas:
Por que não morri antes de nascer? Por que não morro agora? Por que Deus está fazendo isso comigo? (você não se sentiu assim e chegou a perguntar onde está Deus?)
Jó perguntou 16 vezes a Deus: “Por quê?”
Nas 16 vezes Deus respondeu com o silêncio. Como um Deus amoroso poderia responder a um coração partido com silêncio? O silêncio não apenas parece uma resposta esquisita, como chega a ser quase cruel.

Mas, se Deus tivesse dado a resposta a Jó imediatamente, será que ele a teria aceitado? Você aceitaria? Ou argumentaria com Deus sobre a resposta dEle? A verdade é que você provavelmente não teria entendido as razões de Deus. O silêncio de Deus dá-nos a oportunidade de aprendermos a viver pela fé. Ele aumenta nossa capacidade de confiar nEle, o que, por fim, leva-nos a caminhar em amizade mais profunda com Ele.

Deus não explica todo o sofrimento do mundo ou o significado de cada crise que aparece.

Assim como Deus planejou as estações para produzir crescimento na natureza, Ele arranjou as experiências sazonais de nossa vida para o crescimento do caráter e de nossa relação com Ele. Alguns dias são ensolarados; outros, chuvosos. Ambos são necessários.
Somente Deus sabe a quantidade de pressão que você é capaz de agüentar. Em I Coríntios 13:13 lemos que Deus “não permitirá que sejais tentados além das vossas forças”. Mas Ele permite que você seja tentado, sinta dor e sofra. Não, Ele não dá sempre aquilo que você acha que precisa, mas Ele dá a você aquilo que é necessário para que cresça.

Quando suas perguntas mudarem de Por quê? para O eu posso aprender com isso?, então você terá a resposta.
Norman Wright

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