Por Andolar Gangorra

Há algum tempo, temos assistido a um curioso fenômeno em nossa sociedade que se caracteriza pela formação de pequenos grupos ditos “engajados”. Tais substratos sociais são caracterizados basicamente por praticarem um forte patrulhamento ideológico, por possuírem um alto senso corporativista e pela absoluta ausência de mulheres gatas em suas fileiras. Grupos esses, como por exemplo, os indefectíveis crentes, [os indigestos ateus], os chatos da Amway e os “dinâmicos e trepidantes” jogadores de RPG, têm-se notabilizado pela total falta de bom senso e, muitas vezes, de macheza também.

Entretanto, um dos bandos mais antigos e insidiosos e de rápido crescimento, até agora permanecia incógnito. Refiro-me àquelas pessoas que alardeiam dominar um conhecimento abrangente relativo à produção cultural em geral, que usam roupinhas escuras, que se consideram alternativos e que também possuem a postura cervical de uma seriema. Essa “tribo” cresceu tanto, que hoje é impossível não esbarrar com algum deles em um vernissage, shows de bandas inglesas alternativas, festivais de cinema ou consultórios de proctologia. A esse grupo convencionou-se chamar P.I.M.B.A., sigla para Pseudo-Intelectual Metido à Besta Associado. Sim, meu amigo, P.I.M.B.A. é todo aquele sujeito que, quando você comenta que dormiu na Mostra Experimental de Cinema Iraniano de Vanguarda, ele faz uma expressão snob e lhe dá a entender que você possui o QI de, digamos, um jumento.

O problema básico do P.I.M.B.A. é que ele vai querer mostrar para você, a todo custo, que só ele é capaz de entender o verdadeiro significado das diversas formas de produção intelectual, enquanto você, no máximo, vai sentir uma vontade incontrolável de fazer cocô.

O bom procedimento para se identificar um P.I.M.B.A. é reconhecer seu vocabulário. O P.I.M.B.A. é aquele que, em uma roda de conversa, tem a manha de soltar a seguinte pedrada sobre, por exemplo, o filme Tudo Sobre Minha Mãe: “Almodóvar promove uma releitura revisitada de vanguarda do clown em contraposição ao belíssimo resgate fake narrativo pós-kantiano de Buñuel”, enquanto você só conseguiu achar o diabo do filme parecidão com as novelas do SBT.

Portanto, agora quando você vir um sujeito magrinho, de óculos de armação grossa, usando blazer, gola rolê, sapatinho, colete, piercing (ou qualquer outra palhaçada do gênero), carregando um livro de poesias de Fernando Pessoa ou um disquinho de Belle & Sebastian, não se engane. Ele não será um yuppie, um playboy, um hiponga ou muito menos, um intelectual de verdade. Ele é um P.I.M.B.A.! Mude de calçada, então ou encare mais essa enganação…

[No meio cristão, também estamos sendo invadidos pela maneira PIMBA de viver. Muitos se achando os mais “descolados” e engajados em “causas sociais” e pelo “pensamento superior” teológico, menosprezando aqueles que antigamente chamavam de irmãos, se achando a elite cristã, baixando o nível nos xingamentos aos semelhantes e incomodando pela internet com a arrogância, imbecilidade e inutilidade que são característicos a essa “horda” esquisita que vem aparecendo muito nos círculos cristãos playboys e pela internet hoje em dia]

Um vídeo do autor desse post mostra como combater o PIMBA:

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