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Este post é apenas um insight sobre o tema, não um post aprofundado sobre o assunto. Está em constante edição, conforme vou conhecendo e vivenciando certos nuances desses movimento políticos “cristãos”..

Os adeptos da MI e da Teonomia me enchem o saco dizendo que não entendo suas posições, o lance não é entender, é que não concordo mesmo com essas coisas.. O fato de eu não ter escrito nenhum artigo acadêmico e exaustivo (e chato) sobre isso não quer dizer que desconheço, quer dizer que tenho outras prioridades do que isso, mas vou editando este texto aqui do meu jeito, se não gostar do meu jeito, vai ler Camões que vc ganha mais..

Eu acredito que Deus já é soberano sobre qualquer governo ou Estado e o povo é muito mais feliz quando O obedece, não devemos obrigar o povo a obedecer, punir desobedientes, ou tirar Jesus da pregação achando que através de obras sociais, sem falar de Jesus, a pregação acontece, ela não acontece.

Discordo de teologias (cof cof teonomia.. Cof cof Missão Integral) que insinuam, ou mesmo declaram que o homem consegue levar as pessoas à obediência ou adesão da fé por meios humanos, como interpretação furada da Torah, por leis humanas que intentam imitar a lei de Deus, pela força, por programas sociais, etc.. Acredito que essas coisas não são mandamentos divinos, conforme vejo na Escritura (“reino não é deste mundo”, lembram??). Devemos sim lutar para que a moral cristã genuína, que tem poder para solucionar as mazelas sociais, como só acontecerá após o fim do mundo, seja aceita pela sociedade e que a própria sociedade queira essa moral na legislatura do Estado (se o Deus que já é soberano sobre tudo quiser e convencer as pessoas) mas isso não pela força ou por melhorismos sociais, mas pela pregação, com pureza, com amor e sem adicionar interpretações humanas às Escrituras, com o Senhor à frente, através da pregação e da justiça, não através de “melhorismos” sociais, ou pela força.. Deus não precisa se tornar soberano pelas nossas obras, Ele já é soberano e já julga as nações pela sua vontade. Nosso papel aqui na terra é glorificar o nome dele, não participar de ambições políticas megalomaníacas, mesmo nome da “Igreja” ou do “Reino” (que não é deste mundo). Somos pecadores e nossas obras serão injustas, não é por obras que somos aceitos por Deus, como insinua a Missão Integral, podemos sim participar da política como cristãos, mas cientes que somos imperfeitos e que Deus não será soberano através de nós, como insinua a Teonomia, Ele já É soberano..

Por isso a separação Igreja e Estado é fundamental. Igreja é Reino de Deus que não é deste mundo, não devemos legislar sobre ele. Seja por vias da “Direita” (Teonomia), seja por vias da “Esquerda” (Missão Integral). Nosso trabalho social é consequência da nossa missão de amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos, não nossa missão e não é por fórmulas prontas como Missão Integral ou Teologia da Libertação que amamos nosso próximo. Nosso papel político é pela justiça e para a glória de Deus, mas não é por fórmulas prontas como a Teonomia ou conservadorismo que fazemos isso. Como fazer?? Que tal aprender?? Que tal olharmos para as situações particularmente, analisar as alternativas, ser criativos na solução e tomar cuidado para não irmos contra a Palavra de Deus?? Que tal admitir que não temos respostas prontas para tudo e que precisamos aprender por amor a Deus e ao nosso próximo??

Sobre Missão Integral: Eu sou contra normas que pegam pontos verdadeiros, misturam com outros pontos nem tão verdadeiros, fazem uma salada e obrigam as pessoas a fazerem isso, como se caso elas não se enquadrem dentro dessa nova norma (ou “novo nome”), então elas não são cristãs de verdade ou cristãs inferiores. Eu moro na periferia, trabalho aqui com evangelismo há 14 anos e já vi muita moda acontecer e passar. Há tempos atrás veio essa moda de missão integral e me convenceram para ir ver Ariovaldo ramos, Ed René Kivitz, ler o Rene Padilha e essas coisas todas e insistiam que eu devesse seguir essa fórmula só porque o John Stott achou legal e isso foi elogiado no II Congresso de Lausanne, mas eu não achei legal, não tem nada a ver comigo e a realidade que eu vivo, não considero como uma verdade absoluta e não quero isso pra mim.. Acredito que posso fazer trabalho social (e tenho feito há anos) de maneira espontânea, tentando melhorar caso a caso, sem fórmulas prontas, apenas munido com minha Bíblia velha de guerra, nem preciso obrigar as outras pessoas a agirem dentro de fórmulas prontas, como tentam me obrigar alguns adeptos dessa “Missão Integral”, não quero ser relevante, quero que Cristo seja relevante e eu diminua.. Essa é minha posição sobre o assunto. Fora que dificilmente vejo adeptos da Missão Integral expressando sincero desejo pela igualdade. Geralmente são jovens de classe média que se sensibilizam com as dificuldades sociais dos mais pobres, mas propõem esmolas como solução, porém “cada macaco no seu galho”. Ou seja, não mostram desejo pela ascensão dos pobres para uma vida igual a deles, mas que eles apenas recebam ajuda para não serem tão pobres assim. Claro que não é geral, mas na maioria das vezes eu vejo esse desejo. Parece que com a MI “compram” uma consciência tranquila, mas não assumem a responsabilidade de transformação que Jesus propõe, de nos tratarmos e nos amarmos como iguais (e creio que isso deve ser feito de maneira espontânea, a MI não deve ser regra para isso).

Mas homens como o Ariovaldo Ramos e o saudoso Bispo Robinson Cavalcanti conquistaram minha admiração por seu coração juntos aos necessitados, seus ímpetos evangelísticos junto aos perdidos e outros amigos queridos, adeptos da Missão Integral, também são pessoas visivelmente comprometidas com o Reino (e não dou créditos à MI por isso, nem a formula alguma, mas ao Espírito Santo que testifica que somos todos filhos do mesmo Rei). Eu sei que muitos reformados são adeptos da Missão Integral e respeito isso. Não vou questionar para esses amigos legitimidade da Missão integral, meu questionamento é sobre exageros que se fazem em relação a métodos e fórmulas. Como sou ex-G12, cansei de ver “fórmulas” e “padrões” obrigatórios para “conseguir a bênção”, ou “ser um bom cristão”. Não quero mais ficar entrando em modas, fórmulas e padrões extra-bíblicos. Não condeno quem faça por amor a Deus e por aperfeiçoamento da vida como cristão, mas eu não quero mais, nem adianta tentar me obrigar ou ficar com raiva de mim porque não quero mais essas coisas..

Sobre Teonomia:

>>clique aqui<< para um texto completo sobre Teonomia. Abaixo um resumo
Teonomia significa “Lei de Deus”, em grego.
A Teonomia como movimento nasceu no século XX, com um cara chamado Rousas John Rushdoony, que tinha uma interpretação bem controversa sobre a perspectiva pós-milenista de escatologia. Ao que parece se sentiu incomodado com as propostas políticas progressivistas de igualdade e inclusão de negros e pobres e resolveu defender que se conservasse o status quo político “WASP”(apesar de ele mesmo não ser anglo-saxão) numa plataforma política com versículos bíblicos.. Ele considerava suas propostas como “Lei de Deus”. Ele dizia que suas propostas políticas faziam coro com a Torah (a lei de Deus dada a Israel) e em mente com a divisão da Lei de Deus em “Lei Moral”, “Lei Cerimonial” e “Lei Civil”. Os teonomistas são na grande maioria calvinistas, apesar de muitos neopentecostais também adotarem o reconstrucionismo. Calvino também teve proposta, na época dele, de basear as leis do Estado nos preceitos civis da Lei de Deus, o que inspirou a declaração da CFW de “equidade geral” sobre o uso de “freio” da Lei de Deus na questão civil, mas as propostas eram bem diferentes do “reconstrucionismo” e não era usar a Torah como regra de Lei civil, mas buscar princípios escriturísticos, incluindo da Torah, para formação de Leis. Nem todas as propostas dele foram impplementadas, como pena de morte para adúlteros e outras, nem ele fez barulho por isso, ele sabia que essa era uma questão secundária à fé cristã e deveria ser discutida comunitariamente, pois o Evangelho não vem trazer novas leis além das espirituais e a a aceitação de princípios da Lei no âmbito civil não é condição para se ser um cristão, diferente do que cobram os teonomistas radicais de hoje (mesmo que neguem a Lei para a salvação e justificação em seus textos mentirosos pela internet). O discurso teonomista diz que pela pregação do “Evangelho” (nisso confundem Lei e Evangelho, o que é uma atitude extremamente perigosa, sendo que a Bíblia faz uma divisão clara entre lei e Evangelho e nos ensina a fazer isso também), as pessoas regeneradas vão adotar aos princípios teonomistas e querer que as Leis Civis da Torah (ou melhor, a interpretação teonomistas americanizadas dessas leis) sejam colocadas como a constituição do Estado em que vivem. Muitos lêem isso, mas não atribuem a regeneração à adesão do Teonomismo. Mas outros mais radicais levam ao pé da letra essa idéia que regenerados apóiam o teonomismo e acusam os que não apóiam o reconstrucionismo de “antinomianos” e não regenerados. Aí que está o perigo dessa teologia, que encontra coro num fundamentalismo exarcebado de alguns calvinistas mais radicais.

Essa idéia que Calvino usou de trazer novas leis dentro de princípios cristãos ou da Torah foi levantada em outros lugares onde também aconteciam o protestantismo, de maneira até mais radical, similar aos reconstrucionistas, como Karlstadt levantou na Alemanha entre luteranos e Zwinglio na Suiça, anteriormente a Calvino, mas rejeitada pelas outras reformas, como a Luterana (Lutero ficou muito bravo com Karlstadt por isso e até interditou o cara), a Anglicana e a Anabatista (que foi muito popular na Suiça, mas os zwinglianos, sob a desculpa de “estarem cumprindo a lei de Deus” juntaram milhares de anabatistas, incluindo crianças, e mataram afogados no Lago Genebra), entre os puritanos, que são citados incansavelmente pelos reconstrucionistas (como se tivesse existido esse grupo no pós-Reforma, sendo que foram minoria numérica no mundo protestante até) a própria CFW abranda isso usando o conceito de “equidade geral. Os puritanos discutiram essa  questão também e chegaram a uma posição também não tão radical como o reconstrucionismo, e menos radical ainda que a dos teonomistas extremistas, a Confissão de Westminster, maior expressão de fé puritana, fala que a lei dá princípios de “equidade geral”, ou seja, a Bíblia pode sim (e numa sociedade cristã é até normal que isso aconteça) inspirar a formação de leis civis, mas a própria CFW não prega o cumprimento da Lei civil de Moisés. Porém outros puritanos também radicalizaram em se fazer leis civis baseadas em interpretações da Lei de Deus e assim tivemos os escândalos, como a chacina de índios e milhares de inocentes mortos sob acusação de bruxaria e heresia como aconteceu entre os puritanos e marcou o mau nome que eles têm no mundo até hoje, exatamente por causa de interpretações falhas da Lei de Deus, o que é inevitável para os homens fazerem, dado que somos todos pecadores e aonde a Lei de Deus é aplicada por humanos, não pelo próprio Deus, ela será aplicada de maneira pecaminosa.

De volta ao século XX, esse Rushdoony criou esse movimento “teonomista”, tendo a arrogante pretensão de melhorar o cumprimento desses preceitos da Lei civil e chamou seu movimento de “Reconstrucionismo Cristão”, pois, segundo os adeptos desse movimento, a idéia é “reconstruir” o “Reino” de Deus segundo essa interpretação política americanizada da Lei.. A Bíblia mostra que o cumprimento da lei de Deus, seja moral, civil ou mesmo cerimonial Isso é uma extremização do que chamamos “Legalismo”..

O movimento não é unânime; existem os mais moderados e os mais radicais, mas o próprio Rushdoony tinha propostas bem radicais, que os extremistas e exclusivitas não filtram com as Escrituras e o Evangelho, mas colocam as idéias do Rushdoony como acréscimo às Escrituras, negando o Evangelho e afirmando estes acréscimos como se fossem Lei de Deus. Como Luterano, eu vejo muitos erros em Lutero. Havia muitas propostas de Lutero que não apoiamos ou aceitamos, como quando ele apoiou uma atitude bélica contra os camponeses, apesar de aceitarmos o uso da força para defesa e penalidade, em casos extremos e muitas outras controvérsias da vida e obra de Lutero; sempre buscamos filtrar o que ele dizia com as Escrituras. Lutero não é nosso “mentor espiritual”, mas somos chamados pela Bíblia a filtrar tudo com a própria Bíblia. Já entre os teonomistas extremados, não há este filtro quando se tratado do Rushdoony, Bansen e outros “profetas” deste movimento. Apoiam até mesmo propostas sem nenhum sentido nenhum se analisarmos junto com o Evangelho. Dentre as propostas estão: Legalização da discriminação por cor da pele e origem, pena de morte para homossexuais e “hereges” (na caso, quem discordar deles) e muitas outras propostas bem nefastas..

Bom, nos EUA essa proposta é muito política, eles são filiados a movimento conservadores políticos e procuram manter o debate dentro da esfera política, parece, pelo que estava lendo de lá, que por lá a maioria é moderada, mas esses princípios do Rushdoony e seus sucessores, se levados todos sem o devido filtro das Escrituras, já são potencialmente muito perigosos. É bom orar para que os extremistas acordem dessa ingenuidade legalista, ou se arrependam de reduzir o Reino de Deus à política, e levem mais a sério o Evangelho, largando esse legalismo exarcebado, que aprendam com os erros do passado, desde os judaizantes da era apostólica, passando pelo poder civil medieval da Igreja, os erros dos papas e dos cardeais, os erros dos reformadores, dos puritanos, enfim, reconheçam os erros de nossos irmãos do passado na esfera política e saibam ser flexíveis em seus pontos de vista, já que o Reino de Deus não é deste mundo, não é comida, nem bebida, mas justiça e paz no Espírito Santo, ou seja, o Reino de Deus é espiritual, não terreno. E desejo o mesmo para os adeptos da Missão Integral, pois apesar de tuar numa frente diferente, também cometem o erro de mundanizar o Reino de Deus.

Aqui no Brasil, os teonomistas mais extremistas atuam mais na internet, monitorando atividades de calvinistas com potencial de popularidade, para freiar qualquer pregação contra os ideais particulares deles usando de toda a agressividade e deturpação bíblica que conseguirem para criar sentimentos ruins na pessoas e neutralizá-las em suas atividades virtuais que possam oferecer perigo às atividade de divulgação dessa heresia deles.. Já os moderados sabem ser teonomistas sem causar danos ao próximo.

Por geralmente terem um comportamento tão baixo e uma visão muito distorcida da realidade, é bom evitar extremistas que se digam teonomistas e que sejam intransigentes e arrogantes em suas proposições..

Nunca na minha curta vida encontrei um grupo tão extremista e arrogante entre adeptos de alguma filosofia que se diz cristã. Um grupinho que se expressa nas páginas do Facebook “Reforma que Passa”, “Internautas Cristãos”e outras, além de blogs como “Resistir e reconstruir” e outros. Alguns desses tiveram problemas pessoais comigo, me caluniando, postando montagens maldosas comigo e outros, sem nem me conhecer, apenas por aderir ao que eles dizem como se faz numa seita, vieram atrás de mim me torrar com essas merdas teológica deles.  Meldels, como me torturam essas pessoas, querendo me forçar a acreditar nessa linha de pensamento desses extremistas, que é mais político do que teológico, cheio de deturpações bíblicas, usando lógicas e mais lógicas para interpretar a Torah, mas interpretar a Bíblia com a própria Bíblia (Antigo Testamento e Novo Testamento, Lei e Evangelho) que é bom, nada.. Respeito o pós-milenismo, algo que crê a maioria dos adeptos da Teonomia, e sei que nem todos os teonomistas são “nazistas calvinistas”, existem alguns que podem ser teonomistas e ainda assim ter fé no Evangelho de Jesus, no Sola Gratia, no Sola Fide, como é o caso do pessoal do site Monergismo, que presta um grande serviço à Igreja brasleira e é formado por teonomistas.

Creio que todos podemos ser legalistas nas sub-vertentes teológicas que apoiamos, mas se cremos no Evangelho acima da Lei, somos cristãos, senão somos judaizantes ou perigosamente legalistas. Creio que existam outros teonomistas realmente fiéis a Deus e que, no afã de sua crença no pós-milenismo, aguardem uma era onde o evangelho será aceito pela humanidade, a paz reinará e a Igreja será agente desta paz e a Lei Civil dessa era será a interpretação deles do que é civil na Torah. Eu acho uotpia, ilusão, mas respeito. Eu sou amilenista, acredito que o mundo está para acabar e virão novos Céus e nova Terra, mas respeito mesmo o pós-milenismo, não creio ser heresia ou algo assim. Se os arrogantes teonomistas citados acima que tive a infelicidade de conhecer fossem educados e soubessem respeitar a diversidade humana de pensamento, mais ainda, a diversidade cristã da graça multiforme, talvez eu não teria tanto asco dessa teologia da Teonomia. Acredito e amo a Lei de Deus. A Lei serve como freio, espelho e norma. Ele serve para freiar nossos impulsos individuais, para orientar as normas que colocamos na nossa vida para uma vida cristã santa e de acordo com a vontade de Deus , mas principalmente como espelho, como diziam Lutero e Calvino, repetindo o que a Bíblia diz, ou seja, ela tem o poder de mostrar que somos pecadores e necessitados da graça e da intervenção divina para o nosso perdão, o que acontece através do Evangelho, não da Lei. Por isso a Lei é boa, pois nos conduz a Cristo, porém se ela é usada sem ser para mostrar a condição de pecador, mas numa pretensão de que ela pode ser cumprida por seres humanos pecadores e por isso deve ser obrigatória ao Estado, então temos o LEGALISMO, colocando a Lei na santificação e justificação do cristão, ou ele é punido por não cumprir a Lei, sendo que, segundo a Bíblia, somos todos transgressores da Lei. A Bíblia diz:

Agora, porém, o ministério que Jesus recebeu é superior ao deles, assim como também a aliança da qual ele é mediador é superior à antiga, sendo baseada em promessas superiores.
Pois se aquela primeira aliança fosse perfeita, não seria necessário procurar lugar para outra.
Deus, porém, achou o povo em falta e disse: “Estão chegando os dias, declara o Senhor, quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá.
Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; visto que eles não permaneceram fiéis à minha aliança, eu me afastei deles”, diz o Senho
Hebreus 8:6-9

Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé.
Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor.
Gálatas 3:24-25

Se fosse possível alcançar a perfeição por meio do sacerdócio levítico (visto que em sua
vigência o povo recebeu a Lei), por que haveria ainda necessidade de se levantar outro
sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque e não de Arão? Certo é que, quando há
mudança de sacerdócio, é necessário que haja mudança de lei (Hb 7.11,12).

Enfim, não acredito no reconstrucionismo, acho uma alteração bem americanizada da Lei, mas até posso respeitar isso, mas os irmãos que pregam o ódio ao próximo e morte aos que divergem deles, peço a Deus que me dê amor por esses arrogantes e que se arrependam dessa loucura de querer fazer mal ao próximo, dominando sobre eles e punindo até mesmo com a morte quem não fizer o que eles mandarem, caso tomem o poder governamental (Senhor, livrai-nos!) numa ditadura “cristã” fascista que, se fosse o caso de acontecer, mataria milhões de pessoas, sem dar a chance de serem ouvidos.

Na história do Cristianismo, vemos alguns casos onde cristãos arrogantes e presunçosos que, da mesma forma, também tomaram o poder “em nome de Deus”, como foi o caso de grupos elitistas no catolicismo romano e no puritanismo, onde, no começo, a coisa toda foi até positiva, mas seres imperfeitos no atrevimento de pensar que podem responder pelo Perfeito Deus perfeitamente é algo inconcebível, por isso depois, vislumbrados pelo poder e pela força, resolveram aplicar o “cristianismo” pela força; deu no que sabemos que deu, muitas injustiças e atitudes descabidas que se arrastam por séculos e são até hoje motivo de vergonha para nós cristãos das mais variadas vertentes. E alguns, não sei se ingenuamente, ou maldosamente, acreditam que poderão acertar a mão agora, conquistando o poder democraticamente (e muitos desses falam sobre democracia mentirosamente, como mostrarei abaixo), porém mantendo este poder a custo de força e assassinatos “em nome de Deus”, sendo que Deus foi bem claro: “Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos. Zacarias 4:6“.

Esse lance milenista de reino de Deus não é de acordo com o que entendo da Bíblia. Ainda mais essa de que uma era dourada de paz milenal não deveria ser “esperada”, porém “conquistada”, ou seja, os cristãos deveriam agir no sentido de conquistar os governos para Cristo (pfff.. Cristo já tem os governos!). Eu vejo muitas semelhanças desse ideal com outros “milenaristas” como Teologia da Libertação, Missão Integral, Mormonismo, Adventismo, Testemunhas de Jeová e outros.. Apesar de, provavelmente, ter ouvido os horrores que os armênios sofreram nas mãos do turcos, parece que Rushdoony não aprendeu nadinha, afinal, ele defendeu pontos de cunho racista e anti-semita, e isso é incrivelmente defendido por certos adeptos dele, que enchem o saco de quem não comungar com as idéias fascistas deles. Agora, me respondam, como comungar com essas declarações de Rushdoony  que teonomistas extremistas apoiam incondicionalmente? Não tem como!! Vejam só:

Cristãos têm uma obrigação, um mandato, uma comissão, uma santa responsabilidade de reclamar a Terra para jesus Cristo – de ter domínio em todas as estruturas civis, assim como em qualquer aspecto da vida. – Mas é de DOMÍNIO que estamos buscando. Não apenas uma voz. – É DOMÍNIO que estamos buscando. Não influência, apenas. – É DOMÍNIO que estamos buscando. Não apenas tempos iguais. – É DOMÍNIO que estamos buscando. (grifo meu) [Fonte: George Grant, The Changing of the Guard (Ft. Worth, TX: Dominion Press, 1987), pp. 50-51.]

“O objetivo de longo prazo dos cristãos na política deve ser o de conseguir controle total. Os que se recusarem a se submeter publicamente à vontade de Deus e não quiserem aceitar publicamente as marcas da Aliança com Deus do batismo e da santa comunhão não devem receber a cidadania.” “Este é o mundo de Deus, não o de Satanás. O direito a herdá-lo cabe aos cristãos, não aos não-cristãos.” – North,Gary. Political polytheism: The myth of pluralism. Tyler – Texas: Institute for Christian Economics, p.87.

“Os homens não são todos criados iguais diante de Deus.. E mais, um empregador tem o direito de escolher quem ele vai contratar em termos de “cor”, crença, raça ou lugar de origem” Fonte: (pg 509-512 – Institutes of Biblical Law we find the following,)]

Nós vemos (ele via na cabeça doentia dele) que Paulo indica a pena de morte contra homossexuais como um fato estabelecido e contínuo [Fonte: (p735) [R.J. Rushdoony, The Institutes of Biblical Law]

Cristianismo é completa e radicalmente anti-democrático; é comprometido com a aristocracia espiritual – [Fonte: R.J. Rushdoony, Reconstructionist theologian, from _The Religious Right: The Assault on Tolerance and Pluralism In America_, published by ADL]

A Bïblia reconhece que algumas pessoas são escravas por sua natureza. [Fonte: (pp. 286, 251) [R.J. Rushdoony, The Institutes of Biblical Law]

Rushdoony dizia que a escravidão na America foi “benevolente no geral” a despeito dos esforços desviados para fazer os brancos se sentirem culpados por isso. (Fonte: R.J. Rushdoony, Politics of Guilt and Pity (Fairfax, VA: Thoburn Press, [1970] 1978), pp 3-4, 19, 25.)

O Falso Testemunho nasceu durante a 2a guerra mundial, com respeito aos alemães, é especialmente notável e revelador (No mesmo texto, Rushdoony diz que acredita que o máximo de vítimas foi entre 896.292 vítimas e 1.200.000 mil vítimas, não 6 milhões como foi a contagem oficial de documentos de pessoas mortas, e ainda diz que muitos desses “poucos” que realmente orreram, segundo ele, foi por epidemia e não assassinato).. Os males [do nazismo] foram reais, porém maior é o mal de levantar falso testemunho sobre isso, porque a testemunha falsa produzirá mais realidade viciada.. [Fonte: R.J. Rushdoony, The Institutes of Biblical Law (Nutley, NJ: Craig Press, 1973), pp. 586, 588.]

Desculpem, pessoal. Não dá. Isso vai contra a Bíblia, vai contra o que Jesus ensinou. Prefiro o que dizem as Escrituras:

Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes.
Não retribuam mal com mal nem insulto com insulto; pelo contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados, para receberem bênção por herança.
Pois, “quem quiser amar a vida e ver dias felizes, guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade.
Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança.
Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas o rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal”.
Quem há de maltratá-los, se vocês forem zelosos na prática do bem?
Todavia, mesmo que venham a sofrer porque praticam a justiça, vocês serão felizes. “Não temam aquilo que eles temem, não fiquem amedrontados. ”
Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.
Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias.
É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal.
Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito,
1 Pedro 3:8-18

Vou caminhar no intento de seguir essas palavras doces como o mel que trazem paz ao coração, as palavras de Deus escritas na Bíblia Sagrada, não pensamentos RIDÍCULOS de “supremacia” expressados por “teonomistas” extremista pela internet..

Eu não posso aguentar o fardo de leis baseadas em interpretações da Palavra de Deus, já que a Palavra de Deus, que ensina a Liberdade acima de todas as coisas, diz para que eu não me deixe dominar..

– Martim Luther (Concerning Christian Liberty)

Bom, fim de neura, por enquanto.. É isso..

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