Idolatriaaaa.. Eu quero uma pra viver..

Hoje um fiquei pensando num texto do Rafinha Bastos, falando sobre uma situação de transgressão da lei envolvendo o apresentador e pseudo-filântropo Luciano Huck. No primeiro dia de dezembro de 2012, o apresentador global Luciano Huck teve sua carteira apreendida, tomou uma multa de quase R$ 1000,00 e se recusou a fazer o teste de bafômetro. Rafinha Bastos, um comediante de stand up comedy e ex-apresentador do programa humorístico CQC, atualmente na TV Bandeirantes, se pronunciou com uma opinião a respeito, claramente ainda magoado pelo motivo de sua saída do CQC, fazendo logo de início um paralelo entre sua experiência pessoal e a experiência que ele prevê que será a do Luciano Huck. O texto está sendo compartilhado e comentado nas redes sociais e coloquei o texto abaixo do meu para vocês lerem.

O que quero tratar aqui não é o talento humorístico do Rafinha Bastos, nem se foi justa ou não sua saída do CQC, nem se sua visão política é a mais acertada, nem se o interesse dele em torno de suas polêmicas é honesto e relevante, muito menos se o Luciano Huck está sendo tratado de maneira justa ou injusta. Hoje de Noite, o próprio Rafinha Bastos se desculpou pelo que escreveu. Enfim, o jogo é o mesmo de sempre, não estou interessado em comentar esse “jogo” de status da elite. O meu interesse com isso é falar sobre idolatria. Sim, idolatria. Muitas das reações apaixonadas que li pelas redes sociais, sejam direcionadas ao Rafinha Bastos, ou ao Luciano Huck, me fizeram pensar em como os “ídolos” atuais sabem usufruir dessa idolatria para seu próprio benefício.

A idolatria a artistas que os ímpios praticam, arranjando desculpas para todas as merdas que eles fazem, parece ser menor que a idolatria que os ímpios dentro do cristianismo (não são todos os cristão, graças a Deus, só a maioria, talvez), que também defendem irresponsabilidade e erros de seus ídolos, como se questionar e exortar as pessoas (o que a bíblia manda) fosse um pecado, ou “tocar no ungido”.. É chato ver tais idólatras dentro do cristianismo tendo o senso comum como regra de fé e prática, como princípio absolutos de pensamento e doutrina, atribuindo inerrância a seus ídolos de maneira tão irresponsável..

Esse texto do Rafinha mata a pau a hipocrisia daqueles que sabem que são idolatrados, se sentem confortáveis com isso, e se aproveitam disso para se safar das consequências de seus pecados, como fazem outros playboys, celebridades, políticos, ministros e artistas religiosos, que dizem alguma desculpa ridícula quando são pegos com dinheiro na cueca, dinheiro na Bíblia, quando traem suas esposas e destroem suas famílias, quando desviam dinheiro que as pessoas são levadas a crer que estão dando ao Estado, para que outras pessoas recebam benefícios, ou crer que estão dando dinheiro a Deus, para que a pregação da palavra dEle (que quase nunca é a Bíblia, dentro dessa realidade religiosa carismática/neopentecostal) e, na verdade, é usado para fins hedonistas pessoais.

É isso aí, pessoas, continuem aceitando os erros das pessoas que vcs idolatram. Isso mostra que aceitamos também nossos próprios erros como sendo normais, que não amamos, nem respeitamos nosso próximo, que não temos temor a Deus, o Criador, e que, se não fosse a intervenção de Deus, nós com certeza nos auto-destruiríamos em pouco tempo, de “jeitinho” em “jeitinho”..

Bom, segue abaixo o texto do Rafinha Bastos. Não é nenhum tratado teológico, ou sociológico, nem confio nas intenções do Rafinha Bastos como cidadão, até por não conhecê-lo e não saber de nenhuma iniciativa dele que me faça defendê-lo como “arauto” da moralidade; não creio que ele seja diferente do Luciano Huck, neste quesito de moralidade, mas vale a reflexão:

Carta para Luciano Huck:

Luciano, você bebeu antes de dirigir. Fez merda. Mas não se preocupe: Para a maioria do país, comunicador FDP não é aquele coloca a vida dos outros em risco, é aquele que fala o que pensa. Fique tranquilo.

No fundo você está pensando: “Só bebi um pouquinho e estava a 20 Km/h. Essa lei é muito

 radical no Brasil e com a dose que bebi, eu não seria sequer multado em nenhum outro país”. Não é isso que está na sua cabeça? Eu sei que é. Eu conheço cabeça de playboy inconsequente.
Mas é claro que você não vai dizer nada disso. Sabe porque? Porque dizer o que pensa é mais arriscado do que dirigir alcoolizado. Você nunca falou nada que desagradasse o seu público, não é em um momento de crise que você irá fazer isso, tô certo?Você não vai jogar fora toda uma credibilidade construída durante anos de assistencialismo barato na TV, não é?Para se sair bem desta, segue a minha dica: Fala que não agiu certo. Isso. Veste aquela máscara de celebridade arrependida e vai pra TV fazer de conta que você se importa com o assunto. Melhor ainda… faz campanha contra a combinação direção + álcool. Perfeito! Nossa, vai pegar super bem! O povo vai te amar ainda mais.Genial.Bem… nem sei porque estou aqui dando dicas. Você sabe muito bem o que fazer, afinal, teatrinho falso na TV é a tua especialidade.
Tenho certeza que tudo vai acabar bem.
E da próxima vez, se não for atrapalhar muito a sua vida, tenta não colocar a vida dos outros em risco. Pega um táxi, seu bosta.

– Rafinha Bastos
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