secular_humanism_2

Já adianto que esse post não tem nada a ver com música. Não estou falando de música secular e música cristã, muito menos se o cristão pode ou não ouvir música secular e esse debate idiota que muitos gostam de levantar. É sobre outra coisa que estou falando.

O que é Secular, então?

Secular é um termo que historicamente se dá ao que não é relacionado às coisas divinas, mas às coisas perecíveis deste mundo. Usando o exemplo da música mesmo: Nós chamamos de “música secular” as músicas que não tratam de temas religiosos cristãos. Quando um líder religioso cristão (pastor/padre/etc) tem outro trabalho remunerado além do ministério, nós chamamos de “trabalho secular” a função que ele desempenha fora do ministério. Ou seja, secular é um adjetivo para “mundano”, porque “mundano” convenciona-se a usar só para coisas pecaminosas, quando algo que não tem nada a ver com nossa religião cristã é desenvolvido/praticado e não necessariamente é pecaminoso ou digno de ser evitado, então chamamos de “secular”.

Na idade média, no Ocidente,

as atividades econômicas e sociais eram promovidas e controladas pela Igreja Católica Romana, então a liberdade para se pensar e agir era muito limitada. Funcionava como funciona hoje. Quem tem o poder manda e quem quer ficar ter paz, ou mesmo ficar vivo, obedece. Se você falar o que pensa e não causar problemas, tudo bem, pode falar, mas se outros te ouvirem questionando político x, emissora de TV y, igreja z, e etc, você vai ser calado, quero dizer, você vai ser “suicidado”, “acidentado”, “enlouquecido”, “abandidado”, enfim, algum jeito vão dar de te calar. A humanidade sempre funcionou assim e na Idade Média não foi diferente. Nesse período, de cerca de mil anos, a Igreja Católica Romana, no Ocidente, conseguiu muito poder e os representantes desta instituição se aliaram aos que controlavam o poder econômico e as atividades sociais nas regiões aonde atuou com sucesso. Era igual ao que vemos hoje no Brasil, através das igrejas neopentecostais e algumas protestantes, e até mesmo a Igreja Católica, através de grupos como Opus Dei e CNBB, que fazem ainda seus lobby junto aos políticos para estabelecer e preservar seus interesses particulares, nem sempre atuando em favor do povo. Ou seja, a mistura de Igreja como instituição com política quase sempre deu merda e a Idade Média é uma vitrine de como isso é prejudicial para os dois lados.

Sendo assim, com esse poder todo, a Igreja punia o que fosse secular e não fosse autorizada por ela. Foi uma época onde pouca coisa secular foi desenvolvida no Ocidente.

Depois da Idade Média houve a Reforma Protestante, onde muita liberdade foi ganha para se expressar o que se pensa e a se pensar fora dos padrões dados pela Igreja Romana. Mas o homem é pecador por natureza e é claro que coisa boa não iria sair de nossas cabeças, então aí que nasceu uma onda de Pensamento “Livre” chamada iluminismo. Essa onda questionava as coisas da Igreja e queria a “iluminação” através da pesquisa e do conhecimento, não mais por ditames de líderes religiosos e misticismos sem sentido.

Com o tempo, como seria natural de se esperar, as pessoas passaram a questionar não só as coisas seculares e a desenvolver as coisas seculares com “liberdade” (as elites no poder nunca vão dar liberdade. O ser humano não é livre em sociedade nenhuma, sempre tem limites dados porque quem manda e tem que obedecer se quiser ter paz ou mesmo vida), mas começaram a questionar as coisas religiosas. Eles passaram a querer ter uma vida secular, mas quebrar a idéia de que seriam punidos por Deus por isso. E foram além, queriam tirar Deus da vida deles e ainda assim ganharem a salvação e serem recompensados no Céu por isso. Enfim, o ser humano odeia a Deus por natureza, acha que Ele é um “estraga-prazeres”, que Ele é “mau”, porque não as deixa viver sem responsabilidade, porque elas querem viver “la vida loka” e ainda serem protegidas por Ele, apoiadas sem nenhuma censura nos pecados que cometem e, como só olham para o próprio umbigo, não pensam nas implicações que isso pode ter no próximo, seja familiar, amigo ou desconhecido, mas querem viver a vida do jeito delas, não do jeito que Deus ensina na Bíblia, e ainda serem protegidas e apoiadas por Deus nesse egoísmo delas.

Sendo assim, o iluminismo seguiu o caminho do humanismo, o de destruir as doutrinas cristãs principais, para apresentarem para as pessoas justificativas lógicas e convenientes para que possam tirar Deus e a responsabilidade para com Ele da vida delas e assim elas não precisariam mais ficar presas à Lei de Deus, a bíblia, para se prenderem ao próprio egoísmo, e serem controladas pelas elites que ensinam como pecar, como ter o prazer acima de todas as coisas e eliminar a responsabilidade com Deus e com o próximo numa boa, com boas desculpas prontas para isso. Assim que esse secularismo, ou seja, o interesse e veneração pelas coisas seculares, foi trazido também para a Igreja Cristã, através do liberalismo teológico e as pessoas dentro da Igreja também querer “viver la vida loca”, ou viver sem problemas com a maioria dos que gostam de viver sem Deus e apoiam também essa idéia de secularização, negando os pontos básicos do cristianismo, os 5 Solas.

As doutrinas cristãs foram resumidas no Protestantismo de maneira espetacular. Os protestantes queriam viver o cristianismo primitivo, que sempre foi vivido e nunca morreu, mas estava sendo cada vez mais suprimido pela maior instituição cristã do Ocidente, então eles queriam reformar, e não revolucionar, ou criar algo novo, mas afirmar o que sempre existiu. Os protestantes resumiram suas propostas de reforma em 5 pontos que são, mesmo que incoscientemente, reafirmados por todos os cristãos que seguem o cristianismo original, independente da vertente denominacional que for, que são os 5 Solas (os luteranos bradam 3 solas, mas também afirmam os outros dois solas em suas doutrinas), que se expressam:

Sola Gratia! Sola Fide! Sola Scriptura! Solus Christus! Soli Deo Gloria

Essa moda de secularização no Ocidente vai continuar até Deus mandar parar. Eu creio que Deus tem rejeitado o Ocidente com suas atrocidades com os mais pobres e virado o rosto para nós,por causa de nossas transgressões.. Isso se reflete tanto na secularização como no “conservadorismo político”, que profana o Reino de Deus com interesses pecaminosos egoístas e gananciosos deste mundo.. Então não adianta querer forçar seus amigos que viraram liberais, neoliberais e se secularizaram a voltar para o amor a Deus acima de todas as coisas, para só então, no amor dEle, amar o próximo como a si mesmo. Ninguém pode amar a Deus se não receber dEle este amor e não é por força argumentativo ou debates violentos que convencemos as pessoas a retornarem a Cristo, mas o poder é dEle e ao Senhor pertence a salvação..

Nosso papel é cuidar por nossas almas, vigiarmos também para nós também não sejamos rejeitados e deixemos de usufruir do amor de Deus em nome da aceitação das pessoas e do politicamente correto, defender, quando for necessário, com mansidão e temor, a razão da nossa esperança e evangelizar, lembrando que é Deus quem salva, quem convence, quem chama, quem regenera, quem santifica, não nós e nossa paixão pela Verdade do Senhor..

Enfim, é triste ver tantas pessoas queridas amando mais o mundo e o pecado que domina o mundo do que o Pai que tão bondosamente enviou Jesus como prova de amor, mas sabemos que a salvação e a condenação pertencem a Ele, é Ele quem decide, então vamos cumprir a Lei do Senhor, a Lei da Nova Aliança, a Lei do Amor, velando por nossas almas, se importando com as almas dos que não querem mais a Deus, mas preferem primeiro o mundo, pois Deus os ama também e nos mandou ama-los, mesmo que Ele rejeite essas pessoas (o que nao compete a nós saber), e tomar cuidado para que nossas reações nao provoquem mais aversão e maus entendidos sobre o Caminho do Senhor, mas que estejamos disponíveis quando eles quebrarem a cara com o mundo e o pecado que os atraem tanto, para lembrarmos a eles sobre a graça de Deus em Jesus Cristo, assim como a Bíblia ensina..

Anúncios