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Numa empresa onde há sócios há também um conselho de sócios, nesse conselho há um presidente, que se responsabiliza pelas decisões do conselho e faz com que as decisões sejam levadas a cabo e os trabalhos dessa empresa aconteça, se informando e se responsabilizando por todas as atividades dentro dessa empresa.

As vezes o presidente é alguém que não é sócio, mas é gabaritado por formação acadêmica e experiência em administrar empresas; mas muitas vezes o presidente é o fundador da empresa, ou algum sócio de confiança que possui a habilidade necessária para a empresa se manter e crescer.

Nesses conselhos, os sócios são submissos às decisões tomadas em conselho, mesmo que discordem, para o bem da empresa e do investimento deles. Se discordarem, podem apresentar sua discordância e convocar novas reuniões do conselho e propor suas idéias próprias, mas acabam tendo que acatar a decisão da maioria por um bem maior, o investimento deles, o ganha pão deles. Como disse Jesus: Uma casa dividida contra si mesmo não sobrevive.

Assim também é o conceito bíblico de submissão dentro de um relacionamento. Deus criou primeiro o homem e da carne do homem tirou a mulher, para que ela seja igual a ele, sem poder se sentir superior, assim como o homem não pode se sentir superior à mulher.

Um relacionamento amoroso, numa comparação bruta e distante, funciona como uma empresa onde há dois sócios. Existe um investimento pesado de tempo, sentimentos, sonhos, esperanças, alegrias, tristezas, saúde, doenças,  etc.. Existe a necessidade de crescimento, de formação de família, de manutenção da família, de promover a felicidade do outro e dos filhos; sem altruísmo não há crescimento e o relacionamento afunda. Para isso os dois sócios devem se doar mutuamente e estar em sintonia para que o relacionamento prospere e os problemas e desafios do relacionamento sejam suportados e superados.

Assim como os sócios têm uma prestação de contas entre eles numa empresa, para defender seus interesses e seu capital, também num relacionamento cristão há a prestação de contas com o Chefão, o Criador, que une e abençoa o casal cristão e exige também a prestação de contas para que essa família tenha todas as condições para andar nos caminhos de Deus através do amor, do carinho, da disciplina, da correção, do respeito, da prática da oração e leitura da Palavra de Deus, dos ensinamentos cristãos, do exemplo e do serviço a Deus e ao próximo.

E  para essa prestação de contas Deus nomeou o homem como cabeça do relacionamento, de quem Deus irá cobrar o sucesso e o insucesso da família. Há coisas que fogem ao controle do homem, mas o que é parte dele será cobrado e Deus é vingador contra os negligentes e bananas que deixam a família refém de sua infantilidade, egoísmo e incompetência diante dos desafios de um relacionamento. E Deus é vingador contra os adúlteros que abandonam suas famílias por egoísmo e safadeza.. Deus é defensor das vítimas, suas filhas, e não perdoará se não houver arrependimento sincero.

Por isso Deus pede à mulher que seja submissa. Muitas se assustam com essa palavra “submissa”, talvez pensem numa “escrava” amarrada e tomando porrada sem poder reclamar, como vemos nos filmes e novelas que retratam famílias aristocratas ou ignorantes do passado onde a mulher tinha que obedecer os caprichos do marido ou tomava uns tabefes por insubmissão. Mas não é o que a Bíblia ensina. Nem era caso geral. Essas famílias aristocratas ou ignorantes dificilmente seguiam de verdade o cristianismo, eram apenas cristãos nominais, davam mal exemplo cristão em outras áreas, sendo violentas,  belicosas, racistas, supremacistas, hereges, enfim, não seguiam os ensinos de Jesus e, assim como hoje outros pecados estão na moda, na época um dos pecados da moda era maltratar a mulher e os filhos para ser o “machão”.

A submissão bíblica é parceria. Deus requer que as mulheres sejam parceiras do homem para que suas famílias sejam um sucesso, ou seja, abençoadas e felizes com Jesus no centro. Deus quer que a mulher saiba conversar, discordar, ser livre dentro do relacionamento para que os dois sejam felizes,  como Deus mesmo diz: “a mulher sábia edifica sua casa, a tola destrói a casa”. Ela deve ser livre como gestora do relacionamento a se interferir sempre que achar necessário, mas com a parceria que Deus quer dela, porque o marido que será cobrado e ela será vingada se for vítima do marido em alguma coisa. Ela deve saber se comunicar e até se impor, mas também acatar e confiar no marido que é temente a Deus, lembrando que o amor do Senhor está nele e ele também deseja a mesma coisa que ela, o melhor para o relacionamento,  o melhor para a família.

Essa é  a submissão bíblica.

“Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. 
Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos.

Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável.  

Da mesma forma, os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.  Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo.

“Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne”. Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja. 

Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito.”

Efésios 5:22-33

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