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Para ver a posição Luterana (que concordo em tudo) sobre  a Tenomia, clique aqui.

Um certo tema tem me perturbado muito esses últimos tempos, devido a péssimas experiências que tenho tido desde 2010 com um grupo radical que usa égide de “teonomistas”. Eu fiquei desapontado e muito irritado com as exposições do pensamento deles, primeiro pela maneira, depois também pelo conteúdo e isso tem se arrastado até hoje, devido à minha inútil tentativa de entendê-los e buscar uma conciliação. Bom, confesso que desisto. Vou tratar esses radicais extremistas como trato adeptos de alguma seita proselitista agressiva a lá Jim Jones (que é o que eles são, infelizmente.) e cortar contato. É o jeito. Não vou mais me estressar com isso.

O problema é que fui bastante radical por algum tempo também, reagindo na mesma proporção do extremismo que me incomodava, e joguei todos os auto declarados teonomistas no mesmo barco e metralhado todo mundo sem critério, por isso estou escrevendo isto para postar alguns esclarecimentos. Eu cheguei a exagerar e colocar todos os teonomistas como “hereges” e sectários. Hoje tenho mais informações e tento ser mais justo.  Eu sei que existem teonomistas moderados e que são sim cristãos como qualquer outros e meus irmãos em Cristo, não são um estorvo, somos da mesma família, mesmo em culturas diferentes.

Teonomista e reconstrucionista é a mesma coisa. Greg Bahnsen e R. C. Sproul são teólogos de linha reconstrucionista que eu respeito. Assim como o site Monergismo, que é assumidamente teonomista e é um excelente recursos de pesquisas teológicas. Eles são pacíficos e tem abençoado a Igreja Brasileira de maneira geral.

O lance é que os moderados vêem isso como uma questão escatológica, acreditam que haverá um “avivamento” onde a maioria das pessias no mundo irá se converter e a interpretação deles do que seria a Lei de Deus vai orientar os Estados do mundo. Mas para os moderados isso será natural e essa esperança escatológica deles não deve ser questão de divisão.

O problema é um grupinho radical, que hoje especificamente atua nas páginas “Reforma Que Passa”, “Resistir e Reconstruir”, e prosélitos desse grupinhos espalhados pela internet, além de outros casos isolados de pessoas que levam a Teonomia num radicalismo idólatra que querem forçar isso nas pessoas.. Esse grupinho que tá irritando todo mundo e causando a maior bagunça, escandalizando a muitos.. Esses radicais parecem alguma seita louca e perigosa, e é preferível manter distância. A comunhão com esses radicais eu desaconselho.. São do tipo de pessoas que a Bíblia mandar evitar, caso seja impossível mesmo o diálogo, mas ainda que tenhamos amor e orar por eles, que caia essa cegueira e voltem, ou conheçam ao Evangelho.

Os teonomistas “normais” e moderados são mais amáveis e sabem que a teonomia não é pressuposto para se fazer parte da congregação dos santos, nem transforma seus adeptos em elite, nem aparece como condição à regeneração, antes crêem na Teonomia para uma perspectiva futura e agora buscam apenas propagar suas idéias, não forçar os outros a isso, nem promover um exclusivismo teonomista.

Teonomistas Radicais

É possível ser salvo sem regeneração?? Segundo a Bíblia, não.

Tito 3:5 não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,

Regeneração é um processo inseparável da salvação.

A forma atual de mais popular de pós-milenismo, que é conhecida como “Reconstrucionismo”, ou “Teonomia” (apesar do termo significar “lei de Deus”, pq os adeptos desta vertente acreditam estarem cumprindo a Lei de Deus, na verdade se trata de uma visão muito exclusiva deles de aplicação das ordenanças civis da Torah, que não encontra similar em nenhuma outra parte da cristandade ou do judaísmo) foi criada pelo autor armênio-estadunidense Rousas John Rushdoony, que nutria uma admiração extremamente exagerada sistema político-cultural dos EUA, principalmente o pensamento de “american dream” econômico e o ascetismo moral dos puritanos. Rushdoony tinha problemas terríveis em sua teologia politizada, o maior deles é deixar de separar Lei e Evangleho e tratar o Evangelho como nova Lei, ou melhor (pior), o Evangelho como sendo uma extensão da Lei, não um complemento diferente, uma doutrina diferente, fazendo de Jesus um novo Moisés, esquecendo que Ele é o Messias salvador, não um guerreiro dominador que segue linhas politicas humanas. Aliás, isso era o que esperavam muitos judeus da época e O rejeitaram por não ser um novo legislador e conquistador político, como Moisés, conforme eles esperavam, mas Jesus se apresentou como um Messias salvador, com uma proposta espiritual e não política. Esse é o maior erro, mas Rushdoony falhou em outras coisas que serão apresentadas abaixo, problemas esses que os radicais seguem à risca, ao invés de frisar no que ele acertou. Entre seus erros, ele defendia uma “supremacia cristã” contra os não cristãos (que um de seus seguidores chama de “aristocracia espiritual”), defendeu o nazismo [R.J. Rushdoony, The Institutes of Biblical Law, pp. 586, 588.] e a escravidão negra (R.J. Rushdoony, Politics of Guilt and Pity, pp 3-4, 19, 25.), e é seguido hoje pela maioria dos auto-proclamados “teonomistas”, porém, como já citado, esses “teonomistas” mais radicais específicos não questionam os erros deste criador desta vertente, antes seguem em tudo o que ele defendeu, mesmo estes pontos errados, e defendem seu ponto de vista com um extremismo impressionante, cheios de agressividade e intolerância..

Um parêntese se faz necessário. Uma coisa positiva na escola teonomista é o zelo pela Bíblia como palavra última na vida cristã. Essa premissa está certa. O problema é como Rushdoony e alguns de seus seguidores desenvolvem esse ideal, saindo da própria Palavra de Deus e misturando com ideais do pensamento dos EUA, achando que a cultura desenvolvida pelos pioneiros puritanos dos EUA é a cultura divina e expressão padrão do que a Bíblia tem a dizer sobre as culturas do mundo. Quando os teonomistas olham a teologia de Rushdoony com senso crítico, filtrando o que é realmente bíblico e não se esquecendo do Evangelho, ou não colocando o Evangelho em patamar menor que Lei em suas pregações e teologias, então podem sim desenvolver teologias sobre a primazia da Palavra de Deus como determinante na nossa moral que são úteis aos cristãos em geral, desde que tenhamos em mente que o Reino de Deus não é deste mundo e descartemos o que eles disserem sobre o ideal reconstrucionista de se formar leis baseadas em interpretações da Palavra de Deus. Lutero desabafa:

Eu não posso aguentar o fardo de leis baseadas em interpretações da Palavra de Deus, já que a Palavra de Deus, que ensina a Liberdade acima de todas as coisas, diz para que eu não me deixe dominar. – Martinho Lutero

Jesus nos ensinou que Deus diferencia seu domínio político de seu domínio espiritual, ao nos ensinar a dar a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus. Lutero diz que Deus domina o mundo por dois reinos, o Reino da Mão Direita, que é seu domínio espiritual sobre os crentes, seu governo sobre a Igreja invisível e as igrejas visíveis na Terra; e o reino da mão Esquerda, que é seu domínio nos reinos seculares. Não tem nada a ver com Esquerda e Direita da Política, PT e PSDB, Comunismo e Capitalismo e bla bla bla. É uma denominação muito anterior a essa que usamos hoje na política. Lutero frisa que o Evangelho não vem trazer novas leis a Estados, nem a nossas vidas, mas consertar nossa história de descumprimento das leis de Deus e nos dar vida e salvação, já que pela Lei de Deus somos condenados à morte e ao Inferno. O livro de Concórdia chama Karlstadt, parceiro de Lutero, de louco porque querer que países sigam um modelo teocrático baseado nas Leis civis de Moisés. A Bíblia nos ensina que estamos livres da maldição da lei, ou seja, dos efeitos da Lei, pois Jesus sofreu os efeitos e cumpriu a Lei por nós. Por isso não podemos inferir o sacrifício de Jesus a ninguém. Devemos mostrar a Lei para que as pessoas entendam que são pecadoras e depois apresentar Jesus. A Lei sem o Evangelho de Jesus não tem sentido para os crentes, por isso que levá-la às esferas civis é querer forçar que as pessoas vivam algo que deve ser vivido somente pela fé, é pregar a condenação, não a salvação, pois Lei sem Evangelho é isso, condenação. E como o Evangelho é algo recebido somente pela fé, não podemos também levar a Lei sem que a fé em Jesus esteja presente na nossa pregação. Deus já é soberano e já usa de sua Santa Lei para julgar e reger as nações, não é nosso dever interpretar as leis de Moisés segundo nossas culturas atuais e exigir que o regenerado peça isso em suas reivindicações políticas.

Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus. – Jesus Cristo (Jo 18:36)

Rushdoony lançou as bases para uma interpretação estranha de regeneração, mas esse grupinho leva de maneira bem radical. Segundo eles, depois de regenerado você irá apoiar este sistema de interpretação anglo-americana das leis de Moisés na sua política local e na política mundial, ou você não é um regenerado. Ele usava a máxima vantiliana para tirar a alternativa de se seguir a “teonomia” dele, que diz: “Ou Teonomia, ou Autonomia”. Esse grupinho radical então diz que se vc não é teonomista, ou reconstrucionista, vc quer seguir sua vida longe de Deus, de maneira autônoma, além de ser também um “antinomiano” (SIC), ou seja, vc é contra a “Lei de Deus”, se vc não seguir a escola teonomista reconstrucionista. Sobre isso, >>clique aqui e leia este artigo<<. Ou seja, ou vc segue a Deus através dessa teologia política, ou você estará seguindo a si mesmo. A regeneração espiritual, portanto, fica condicionada ao apoio a essa teologia política. Insinuam que regenerahora menos hora vão se render ao Reconstrucionismo, ou a regenração de quem discordar deve ser questionada. Os moderados sabem que não é bem assim, os radicais reafirmam isso com muita arrogância e inflexibilidade.

Como o condicionamento é uma via de mão dupla, e isso não é diferente na soteriologia, então se extingue a obra monergista de Deus e se condiciona à regeneração a aceitação de um sistema cultural de regras que é na verdade, uma eisegese (interpretação particular) da Lei civil de Moisés, não a Torah em si mesma.

Logo, sendo uma via de mão dupla (portanto é sinergismo, mesmo que apoiado por quem acredite ser monergista), se condiciona o seguir essas regras à regeneração. Sendo assim, a salvação não é mais monergista, pela graça; a regeneração não é mais uma obra monergista e dominada inteiramente pelo Espírito em Jesus, mas há obras, é necessária a adesão à teonomia, portanto essa visão desse grupinho é uma visão sinergista.

É curioso observar o contexto da passagem de Tito que coloquei acima. Vejam:

Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom,

não caluniem a ninguém, sejam pacíficos e amáveis e mostrem sempre verdadeira mansidão para com todos os homens.

Houve tempo em que nós também éramos insensatos e desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres. Vivíamos na maldade e na inveja, sendo detestáveis e odiando-nos uns aos outros.

Mas quando se manifestaram a bondade e o amor pelos homens da parte de Deus, nosso Salvador,

não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,

que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.

– Tito 3:1-6

Segundo vemos na passagem acima, Deus nos lava, Deus nos regenera, sem obras. No lavar do santo batismo somos regenerados inteiramente pela graça. É interessante notar também que o apóstolo começa falando exatamente sobre o governo civil e diz para respeitarmos as leis já vigentes e logo depois fala da regeneração, dizendo que como regenerados vamos respeitar as leis vigentes. Você viu alguma citação a defendermos novas leis, a Torah ou a “Institutes of Biblical Law” do Rushdoony nessa passagem das Escrituras? Eu também não. E como Paulo aqui fala de regeneração, significa que ele não era regenerado, então, por dissociar a regeneração da Lei Civil de Moisés? Paulo então era um “antinomiano” que pregava a autonomia em relação a Deus? Claro que não.

Segundo outras passagens Bíblicas, como Ef 2:8-10, Deus acrescenta ao regenerado as obras que Ele quer e não se trata de apoio a uma versão “American Dream” da Torah, mas sim de coisas específicas para cada salvo.

Quando Deus fala da Lei para o uso cristão delas, as Escrituras apresentam três usos, os uso como freio, espelho e orientação. O Livro de Concórdia das Igrejas Luteranas trata da necessária separação entre Lei e Evangelho (não que sejam coisas opostas, mas a Lei é para obras e o Evangelho para a fé, se quiser entender melhor a fórmula de Concórdia, >clique aqui<) e sobre os usos da Lei. Na sessão sobre o “Terceiro Uso da Lei”, que é sobre o uso como orientação para cristão, é tratado sobre como entender e agir diante da Lei Natural, ou moral de Deus, sintetizada nos dez mandamentos e resumida em dois mandamentos: Amar a Deus acima de tudo, amar o próximo como a si mesmo. Porém a Bíblia, conforme expõe o Livro de Concórdia, mostra que não é exigência para a regeneração o seguir nem a Lei Civil de Moisés da Torah, muito menos uma versão americanizada dela. E tem mais, o cristão irá falhar em cumprir a Lei de Deus, escrita no coração dos homens e nas Escrituras, não na “Institutes of qualquer coisa”, e por falhar será ajudado, perdoado e disciplinado várias vezes, não vai saber aplicar a Lei de Deus corretamente em sua vida muitas vezes, não saberá muitas vezes separar adequadamente a Lei e Evangelho, enfim, as boas obras serão fruto da regeneração, fruto de uma nova mentalidade (que não envolve impor novas leis ao Estado, como deixa claro as Escrituras e também é exposto no Livro de Concórdia, e friso isso aqui para desmentir a afirmação de alguns teonomistas que afirmam que Lutero e os luteranos eram teonomistas), mas não são exigência disso, muito menos uma obra não exigida pela Bíblia, que seria defender uma reinterpretação da Lei Civil de Moisés sendo aplicada na política.. Por isso tal ensino de se condicionar a regeneração à defesa da Lei Civil do antigo Israel (que nem por lá funcionou, mas revelou a corrupção humana, diga-se) acaba sendo uma heresia sinergista.

Como cristão luterano, faz parte da confessionalidade que abracei rejeitar tal idéia de restauração da Lei de Moisés para aplicação nas leis civis. O Livro de Concórdia condena veementemente tal idéia e chama de louco quem pensa assim, na sessão sobre o “Terceiro Uso da Lei”, onde se condena Karlstadt que tinha uma idéia parecida com a do Rousas John Rushdoony, de se restaurar as leis mosaicas, mas sem adaptar a Torah ao pensamento estadounidense, claro. Karlstadt foi condenado certeiramente pelos luteranos da época.. (a condenação era apenas um alerta que ele não estava com a cabeça boa, não teve nenhum impacto físico com ele não.)

“Sobre a destruição entre o reino de Cristo e de um reino político já foi bastante explicado [para o consolo extraordinariamente grande de muitas consciências] na literatura de nossos escritores, [ou seja], que o reino de Cristo é espiritual [na medida em que governa Cristo, pela Palavra e pela pregação], a saber, a partir do coração do conhecimento de Deus, o temor de Deus e da fé, a justiça eterna, e a vida eterna, enquanto isso permite-nos exteriormente usar legítimas ordenanças políticos de todas as nações que vivemos, assim como nos permite usar a medicina ou a arte de construir, ou comida, bebida, ar. O Evangelho não veio trazer novas leis sobre o estado civil, mas ordena que obedeçamos as leis atuais, se eles foram enquadrados por pagãos ou por outros, e que nesta obediência devemos exercitar o amor. É louco [quem queira] impor sobre nós as leis judiciais de Moisés.” – Artigo XVI: Da Ordem Política)

Teonomistas Moderados

Alguns também defendem uma aplicação das leis mosaicas na política atual, ou numa era futura, mas são moderados, mantêm o monergismo na soteriologia, acreditam que num momento futuro os reinos da Terra serão convertidos e as pessoas voluntariamente se inspirarão na Torah para construir um sistema de leis que proporcione uma vida pacífica e esse sistema durará um longo período. Esses não são agressivos com os outros, são mais sociáveis e tranquilos. Calvino, o reformador em Genebra, também propôs que a Lei Mosaica auxiliasse na formulação de novas leis em Genebra, na já corrente transição de um governo dominado pelo Papa para um governo livre, porém com população ainda cristã e ansiosa por leis cristãs que proporcionassem uma qualidade de vida cristã que eles queriam. Muitas propostas dele foram acatadas, muitas não, ele chegou até a ser expulso de Genebra uma vez por suas propostas rígidas de renovação cultural, mas depois foi chamado de volta, tamanha era a aceitação de seu estilo ascético como solução para a renovação moral e cultural daquela cidade.

Calvino não levantou seus adeptos a irem contra os que não aceitavam suas idéias, somente no apoio dele no caso Severo houve um erro escandaloso em seu posicionamento, nem condicionava a regeneração a se seguir suas propostas políticas, assim como muitos hoje, inspirados nele, também propõem uma reflexão política sobre as leis de Moisés, porém sem acrescentar isso ao processo de regeneração, ou afirmar essa proposta como obrigação. Contra estes grupos pós milenistas e amilenistas também auto declarados “teonomistas”, realmente não tenho nada.. Eles tb costumam propor o uso da Torah para conceitos políticos de hoje. Nem sempre concordo com as propostas deles, mas como não são absolutistas, nem extremistas, respeito tal ponto sem problemas. Sinceramente, acho que há sim muitas propostas interessantes que deveriam ser extraídas da Lei de Moisés para a nossa política, como já acontece hoje.
Vemos que leis de igualdade, fraternidade e liberdade da Torah poderiam ser soluções certeiras para problemas atuais, outras leis realmente não vejo como se encaixariam em nossa sociedade de forma alguma. Se você tem uma folga semanal, advinha de onde saiu essa idéia? Se você pode recorrer à justiça quando for roubado, agradeça à Torah.. E muitos outros princípios que o pensamento judaico cristão transmitiu à nossa sociedade que refletem o cuidado de Deus por todos os seres humanos. Porém acredito que Deus tb usa autoridades e códigos não cristãos para manter a ordem na Terra, não creio na revitalização política integral, muito menos uma reinterpretação da Lei Mosaica como algo necessário para hoje, não vejo respaldo algum nas Escrituras para tal idéia, pelo contrário, vejo Jesus dizendo que o Reino dEle é espiritual e não carnal, que não é deste mundo (João 8:36) e que o Pai já comanda todas as nações deste mundo e as julga já baseado em sua Lei moral, não há na Bíblia nenhuma incitação aos cristãos “dominarem” a Terra com a “Institutas da Lei Bíblica”, do elevado “profeta inerrante interpretador oficial da Lei de Deus” pelos extremistas, o Rousas Rushdoony, antes há a Graça colocando Deus como legislador e Rei sobre todos os povos, pela Lei dEle, que é antes da Lei Mosaica, não pela Torah de Israel.

Mas eu não seria contra se basear na Torah para se propor leis, repito, desde que tudo fosse feito de maneira justa, aberta, democrática e sem imposições, não há só cristãos no mundo e entre nós, cristãos, não concordamos em todas as coisas e Deus não nos chamou ao domínio sobre o próximo, mas à fraternidade.. Não sou pós milenista, então não compartilho do pensamento que isso acontecerá um dia de maneira sobrenatural, mas concordaria se isso fosse apresentado na política de maneira amigável, sem extremismos, sem mandar ninguém para o inferno, dizendo que não é cristão autêntico por discordar de propostas baseadas na Lei de Moisés feitas por qualquer um.

Aos moderados meus abraços e meus votos fraternais de felicidade na caminhada cristã.. Tâmo junto, manolos!!

Mas os adeptos da versão extremista e herege desse pensamento “teonomista” realmente são um estorvo enorme, são facilmente reconhecidos por sua agressividade, intolerância e egoísmo com o próximo em suas visões politicas e teológicas, além do sentimento de superioridade e trato agressivo principalmente com os que discordam deles. A esses minha sincera oração que enxerguem seu erro, se arrependam e sejam alcançados pelo Evangelho..

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