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Nesse feriado, surge-me uma questão: Será que é saudável usar versículos como “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 32:12) para celebrar um feriado nacional? Tentarei responder…

O termo “nação” no Antigo Testamento não se refere a “nação” no sentido moderno-contemporâneo, isto é, um país estabelecido em suas fronteiras territoriais e sob um governo nacional.

No Antigo Testamento, “nação” e “povo escolhido” referem-se ao “povo de Deus”, naquele caso era Israel, uma teocracia. Mas, hoje quem é a nação de Deus ou o “povo de Deus”? Não é um país em si, mas o conjunto de todos os que creem em Cristo como Salvador do mundo, isto é, a Igreja Invisível, que não possui fronteiras nacionais, raciais ou denominacionais.

Pode soar estranho para alguns, mas para mim são perigosas expressões do tipo “Brasil é do Senhor Jesus” ou “São Paulo para Cristo” e similares. Soa-me um tanto fundamentalista, pois ao pregar o evangelho não desejamos estabelecer um Estado teocrático ou teonomista.

O Brasil é de todos os brasileiros, independente da fé. Além disso, Jesus não salva “países ou territórios”, mas pessoas, indivíduos, os que estão perdidos.

Que Deus abençoe a todos!

Créditos: Mário Fukue, teólogo luterano

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