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Uma coisa que eu gosto dos pentecostais é a noção de “Sacerdócio Universal dos Santos” bem Bíblica na prática. Claro que há aqueles que pervertem e estão longe do que vou comentar, além do movimento neopentecostal que tem acabado com o pentecostalismo e fica mais longe ainda disso, mas estes já são largamente criticados pela internet, não quero fazer mais uma crítica deles (até pq ser negativo o tempo todo cansa. Convenhamos).

Nas igrejas pentecostais, a “dona Maria”, aquela que “é quase da família”, mas tem a família dela, que ela deixa quando dia ainda nem clareou, para não chegar atrasada, e só volta para eles quando o dia já está escuro, no final de semana (ou durante a semana, quando ela consegue chegar a tempo para o “círculo de oração”), ela vira “irmã Maria”, a “missionária Maria”, enfim, ela não é apenas uma estatística para o governo, um estorvo para a “elite” da cidade, não é mais a “nordestina” dos xenófobos, não é mais a “perdedora” da Direita, não é mais a “coitadinha” da Esquerda, não é mais tratada como o mundo a trata, mas é nivelada por igual, é a “irmã”, filha de Deus como qualquer outro, e se sente usada por Deus ao orar por todos esses que a diminuem durante a semana, se sente importante.

Isso mostra que diante diante de Deus não há meritocracia,há misericórdia.

Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; (1 Coríntios 1:27 – AR)

Nós também podemos receber essa misericórdia e paz que Jesus dá, é só olharmos o exemplo da “irmã Maria” e fortificarmos também a nossa igreja local, tratando todos como irmãos, cheios de defeitos, como nós também somos cheios de defeitos, mas nossos irmãos.

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