A Lei e o Evangelho são diferentes, mas devem andar juntos.
A Lei e o Evangelho são diferentes, mas devem andar juntos.

A Lei é boa, nos dá orientação capaz para uma vida digna na terra e de como devemos nos portar diante do Deus Criador de Todas as Coisas que a tudo vê, tudo sofre, tudo espera.

Mas a Lei nos mostra nossa incapacidade de agradar a Deus e se torna ma má notícia sem o Evangelho, porque é pela Lei que somos todos condenados e destituídos da Glória de Deus. Até as coisas boas que fazemos são pecado, quando são mérito nosso, porque fazemos por egoísmo, ostentação, individualismo, não por amor a Deus e ao próximo, só amamos enquanto temos benefício, se não temos, não amamos.

Por isso que as regras, leis e mandamentos de Deus não servem para nada se seguirmos fora do amor, fora do Evangelho. Então a Lei te dá a má notícia de que você está condenado à eternidade do jeito que sua natureza carnal sempre quis: Longe de Deus. E este lugar será um inferno eterno.

Mas por nós mesmos é impossível que amemos de verdade de maneira constante e real. Sim, temos amor, amor pelos amigos, pelos filhos, pelos cônjuges, etc, mas quando os objetos de nosso amor não nos trazem benefício algum, nosso amor não resiste, esfria e se esvanece. Somente pelo dom de Deus podemos amar de verdade.

Por isso as regras, leis e mandamentos de Senhor não fazem sentido algum sem o Evangelho. O Evangelho é a boa notícia. Somos transgressores, estamos condenados, mas Jesus veio pagar o preço por nós e podemos receber o perdão de Deus e infinitas chances de começar de novo em Jesus Cristo. Pela boa notícia podemos receber amor, alegria, uma nova mentalidade, uma nova natureza, uma nova vida, que entrará em conflito constante com nossa velha natureza, nossa velha maneira de viver a vida, mas no fim vencerá nossa velha natureza através da vitória de Jesus, o nosso exemplo de pessoa perfeita, e no céu desfrutaremos apenas da nova existência, junto de Deus, de Jesus e dos anjos, longe do Inferno.

Então as regras, leis e mandamentos passam a ter valor real em nós. Mas se tornam obsoletos e desnecessários, pois não cumprimos mais por medo, ou por ostentação, mas por amor, isso se torna algo natural, falhamos e tentamos de novo infinitas vezes, confiantes no perdão de Deus e na força para consertar as coisas e tentar de novo, essas regras se tornam nossa orientação, mas não mais um rígido e frio código de conduta que Deus esfrega na nossa cara nos nossos mínimos vacilos (aliás, quem faz isso é o Diabo, e aqueles que ainda estão somente na Lei, não no Evangelho). Ela tem sim uma função necessária de freio para situações ameaçadoras, perigosas e extremas, mas depois da função de nos mostrar os miseráveis que somos e a necessidade do Evangelho, ela tem uma função pedagógica, de orientação para nossa vida na Terra, mas as penalidades nela contidas não nos ameaçam mais, porque o Senhor já sofreu essas penalidades por nós.

Então seguimos esse ensino precioso que encontramos somente na Palavra de Deus por amor. Somente pelo amor, que é Cristo, somente pela fé que Deus nos deu, somente pela graça que recebemos dEle.

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