gato acusado

Há um relato no Talmud que fala de um homem perguntando ao célebre rabino Hilel como ele poderia fazer para cumprir a Lei de Deus, o rabino disse: “Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti. Essa é toda a Torá (Lei de Deus), o resto é só comentário; agora ide e aprendei.”

Jesus confirma este ensinamento: Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas” (Mat 7:12). E depois resume a Lei em: Ame a Deus acima de todas as coisas e ame a o próximo como a si mesmo. O Salvador então diz que toda a Lei, os profetas e toda a Escritura depende desses dois pontos.

Então, eu vejo a Lei mais do que um compêndio jurídico de coisas de “pode e não pode”, porém um guia de orientação, primeiro para a vida cristã sobre como podemos nos relacionar com esse Deus maravilhoso, mas também para a vida de todas as pessoas para que não façamos aos outros aquilo que não gostaríamos que fizessem a nós, mas possamos saber trazer aos outros os benefícios que gostaríamos de receber.

Daí comportamentos, atitudes e questões sobre o envolvimento em coisas atuais, como ouvir certos tipos de música, política, vestir certos tipo de roupa, assistir um filme, namorar, beber, comer, festejar, se divertir em baladas, fazer tatuagens, coisas que hoje as religiões evangélicas apresentam várias regras diferentes sobre o que se “pode ou não pode” com essas coisas.

Pela Bíblia nem sempre temos regras explícitas quanto a essas coisas, por isso muitas religiões que se colocam como fundamentadas pela Bíblia apresentam diversas regras sem clareza bíblica, procuram fechar a questão de maneira fria e pragmática, apenas decidem se pode ou não podem, jogam versículos bíblicos para dizer que suas regras estão de acordo com as Escrituras e acham que assim fecham a questão e quem não seguir já está condenado.

Eu não vejo a Lei de Deus assim, até porque a salvação não é por obras e a Lei nos mostra como somos pecadores, nos aponta o Evangelho de salvação pela graça, por meio da fé, sendo impossível para nos ser justificados por cumprir a Lei, mas pelo cumprimento de Jesus somos inocentados de não cumprirmos a Lei. Então devemos ignorar todas as regras, incluindo as explícitas na Bíblia e viver como queremos? Não. Como disse acima, a Lei nos orienta, nos dá direção para fugir do pecado. O pecado é a pior coisa da humanidade, o próprio mal, o que Deus mais abomina e detesta e o que nos traz morte e destruição. Mas em muita coisa atual a lei não esclarece. Não uma Lei que diga: Não xingarás! Ou “Não assistirás filme pornô!!”

Então, como SEGUIR (já que cumprir é impossível para nós, mas recebemos os benefícios do cumprimento de Cristo) a Lei de Deus?

Nos resumos acima (ame a Deus, ame o próximo, não faça com os outros o que não quer que te façam, mas o que queria que te fizessem), eu vejo que podemos fazer duas perguntas antes de qualquer posicionamento, atitude ou comportamento:
Qual a minha intenção nisso? Qual o efeito que isso vai causar?

Daí temos o nosso “pode” e o “não pode”.

Qual a minha intenção ao beber? Quero experimentar o gosto desse vinho? Quero chapar o côco e mostrar que sou o cara prós meus amigos?

Qual a minha intenção ao apoiar essa idéia política? O bem geral? Ou o que importa é o meu bem estar e do meu grupinho e que se dane o resto?

Qual o efeito que eu sinto ao ouvir essa música? Isso é bom, ou te dá vontade de sair matando os “puliça” por aí?

Bem melhor você estudar a Bíblia, que é separada em Lei e o Evangelho de Deus, coisas diferentes, porém interligadas, que dão orientação cristã e salvação, do que se prender a um fardo impossível de se carregar, concorda?

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