Placas de Transito do Brasil

Quando eu falo da Direita aqui (geralmente falando mal), eu me refiro à seguinte conclusão pessoal a respeito. Não estou fazendo uma apresentação acadêmica-objetiva a respeito, mas a minha visão da coisa, por isso vai ser muito natural os assumidamente de Direita discordarem de mim e talvez reagirem de maneira que só vai confirmar mais minha visão do assunto.

Vejo a “Direita” da seguinte forma:

Os extremiststas – Hoje propagandeado no Brasil por nomes como Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Julio Severo, Marco Feliciano, Danilo Gentili, Rodrigo Constantino, etc, que querem um sistema anti-democrático com nuances claramente fascistas. Nesse sistema, devem existir “elites”, capitaneadas principalmente pela situação econômica, que regeria as decisões políticas no Brasil. Essa elite seria privilegiada por programas do Estado, enquanto a população fica ao “deus dará”. Essa frente, por ser mais agressiva e se propagar como a “autoridade moral” para o Brasil, atrai muitos religiosos que aspiram obrigar o povo a aderir ao pensamento deles.. Chega a ser similar ao nazismo em muitos pontos, aonde tinham um “inimigo comum” (no caso destes, o PT e os “esquerdistas”) que devem ser eliminados e calados, um ícone (hoje eles têm propagandistas, mas ainda falta um ícone para liderá-los contra o inimigo comum e a “necessária” intervenção contra ele) e a consequente “salvação” das pessoas (no caso deles, a “Classe Média”, oprimida hoje pelos “esquerdopatas” que estão tirando o “espaço deles” e os “direitos”, colocando essa gente pobre, preta e “feia” em shoppings, universidades, nos carros, etc) e a implementação do novo sistema salvador, sem considerar que eles mesmos discordam entre si em muitas coisas e com certeza acabariam se matando no sistema “cristão” que eles tanto aspiram.

E a outra frente, que é mais “moderada”, é a do “Estado Mínimo” (mas também tem os extremistas dentro dela, como “anarco-capitalistas”) que desejam um “sistema liberal” empresarial, onde, na prática, as pessoas e governos acabariam controlados pelo “Mercado” e os “players” desta entidade elevada atualmente ao status divino administrariam os recursos econômicos e naturais, proporcionando oportunidades através da “meritocracia”, o que também considero uma ditadura, pois a vida das pessoas será controlada por CEOs, CFOs, CIOs, etc, eleitos por conselhos administrativos e não pelo povo, e ninguém poderá fazer nada quanto a isso, assim os do topo da pirâmide podem agir livremente segundo seus próprios interesses e os do meio da pirâmide defendem tal sistema achando que terão a mesma “liberdade”, mesmo as últimas crises econômicas mostrando que não.. Adeptos dessa vertente mais moderada também caem como cordeirinhos nos discursos dos de extrema direita, que procuram se aproximar destes e dizer que jogam no mesmo time com muito floreios argumentativos e seduzem muitos moderados a acreditarem que tb são moderados. Por isso é comum confundir moderados e extremistas.

Os liberais e neoliberais, adeptos de uma ideologia de que o Mercado deve ser livre, porém cabem intervenções aonde são necessárias e democraticamente se deve estabelecer o papel do Estado sobre saúde, segurança e educação da “centro Direita” estão ficando cada vez mais escassos entre o povo, apesar de serem o total da força política de “Direita” por aqui (aí eu me distancio destes, mesmo concordando com a liberdade de mercado, creio que se deve haver um controle contra corrupção, exploração, usura e que os interesses do povo, não o Mercado, sejam prioridade e o Estado deve intervir sempre que o Mercado atrapalhar as pessoas, por isso sou centro-Esquerda), porém não são fiéis a ideologia nenhuma, assim como os de “centro-Esquerda” aqui, são fiéis só aos próprios interesses.

É essa minha opinião sobre a “Direita” brasileira.. Mais para frente transformo nisso num artigo com fontes e mimimi (provavelmente vão me pedir isso) para exposições posteriores..

Anúncios