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O pilar do estudo bíblico correto é a separação entre Lei e Evangelho, que não são coisas opostas, mas complementares, porém a Lei fala das obras humanas e o Evangelho da obra de Deus. A Bíblia diz que os pensamentos e obras de Deus são infinitamente mais altos que os nossos, por isso essa distinção é fundamental.

A Lei revela o caráter de Deus e o que Ele exige de nós, sob ameaças de punição para freio de nossos impulsos pecaminosos, também serve como orientação ao cristão regenerado que quer seguir a Cristo da maneira que Deus quer, também nos mostra como somos pecadores, já que é impossível para o homem cumprir a Lei de Deus. Se houvesse só essa doutrina, estaríamos todos perdidos, pois pela Lei somos avaliados e condenados.

Mas há outra doutrina, graças a Deus, a do Evangelho, que fala do perdão e da aceitação de pecadores como nós da parte de Deus e usufruímos desse privilégio somente pela fé, já que pelas nossas obras da Lei Deus somente se irritaria conosco, mas pela obra de Jesus, pelo Evangelho, somos aceitos, perdoados, regenerados e nossa mentalidade é transformada num processo que só terminará na outra vida.

Tendo esse pilar de entendimento das Escrituras em mente, o avivamento vem e pode se espalhar ao próximo, pela ação do Espírito, se a Liberdade e o Amor, o Evangelho for maior em nós que a condenação e a exclusão da Lei.

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Essa doutrina de separação entre Lei e Evangelho é muito mais cristalina que o pensamento de alguns reformados, como era o meu antes, quando eu era reformado, inspirado na “teologia do pacto” (que não ensinava isso originalmente, sendo alterado depois por alguns) de fusão entre Lei e Evangelho numa coisa só, defendida por muitos puritanos e por nomes de hoje Paul Washer e outros.

Eu tb acreditava nisso antes e tinha muita dificuldade de explicar isso para as pessoas. Esses dias um amigo me perguntou sobre isso e me pediu livros de autores luteranos ou de reformados que explicassem melhor essa doutrina, como a maioria dos que tenho está em inglês, pedi para ele ler Gálatas, Romanos e Hebreus. Pronto, só com a Bíblia ele entendeu, não foram necessários livros extra-bíblicos para isso, porque é uma doutrina puramente bíblica.

É uma pena que isso tenha se perdido no protestantismo histórico; no meio reformado, Calvino, Spurgeon, Lloyd Jones e outros reformados históricos tb defendiam isso; no luteranismo tb houve uma queda desse conceito, só que bem menos acentuada, sendo reavivada fortemente pelo teólogo C.F.W. Walther e permanecendo até hoje no pilar do pensamento luterano.. Pena que no evangelicalismo de hoje essa doutrina foi substituída por variações pactuais, dispensacionais e etc..

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