Teonomistas-Reconstrucionistas dizem querer ganhar o mundo para a religião deles, mas não da maneira como Jesus ensinou.
Teonomistas-Reconstrucionistas dizem querer ganhar o mundo para a religião deles, mas não da maneira como Jesus ensinou.

Existe uma heresia que sorrateiramente ganhou força no meio evangélico brasileiro chamada “Teologia do Domínio” e que tem influenciado muito do cenário evangelical nacional em suas variadas formas nos últimos 10 anos ou mais por aqui.

  • Pequena apresentação 

Ela foi criada nos EUA (pra não variar) e por lá ainda mantém muitos adeptos de sua forma original sob o nome de “Teonomia” ou “Reconstrucionismo” (aqui no Brasil existem poucos – e costumeiramente muito agressivos e irritantes – adeptos desta forma original também), de viés hiper-calvinista, mas por lá muitos do “movimento da fé”, movimento por aqui chamado de “neopentecostalismo”, como Morris Cerulo, Keneth Hagin, Pat Robertson, Beny Hinn e outros se influenciaram nesta heresia para criar suas próprias formas de “Teologia do Domínio”, conhecida por lá como “Kingdom Now”..

Em comum, todas as variações desta heresia dizem que o cristão deve ter domínio político e temporal na Terra em nome de Jesus e que a missão do cristão seria estabelecer os valores “cristãos” por meio de leis civis. Daí vemos políticos evangélicos ou personalidades evangélicas com influência política, como Silas Malafaia, Marco Feliciano e outros se posicionando politicamente dentro de preceitos dessa teologia do Domínio, além de vermos influências da teologia do Domínio em outros movimentos evangélicos atuais no Brasil, como o neocalvinismo (conhecido mais pelo conceito de “cosmovisão cristã”), as páginas ditas “reformadas” da internet, os movimentos de oração pelo país, as “Marcha Para Jesus” e tantas outras manifestações de evangélicos pelo país no mundo real e no virtual que pregam um “senhorio” de Jesus sobre nosso país através da política, ao invés da fé, ou como “complemento” À fé, ou cosmovisão obrigatória ao cristão .

Neste texto, a autora não aborda a questão política. Eu também não estou abordando isso nesta apresentação. Não creio no isolamento do cristão, como os anabatistas, mas também não creio no domínio cristão,  como estes adeptos destas formas de teologia do Domínio, antes creio na vocação do cristão, ou seja, na Liberdade e na responsabilidade de atuação do cristão em todas as esferas da vida, incluindo a política. 

A teologia do Domínio é uma forma perigosa e diabólica de legalismo, que produz atitudes e sentimentos que não devem ser vividos pelos cristãos, como sentimento de superioridade, agressividade, imposição, egoísmo e muitas outras tentações carnais que uma teologia errada pode produzir ou “autorizar” diante de um falso entendimento sobre Deus e nossa grande comissão.

  • Minha Experiência Pessoal

Eu tive uma experiência pessoal muito negativa com adeptos da Teologia do Domínio original, a Teonomia. Eu sou ex-calvinista, atualmente sou luterano e nos 8 anos que tive neste movimento, assim eu pude conhecer e me envolver com diferentes sub-movimentos dentro do Calvinismo, como neo-calvinismo, reformados confessionais, neopuritanos, neo-ortodoxos, deterministas (hiper calvinistas), etc.. Eu era um péssimo calvinista, confesso, não por causa do Calvinismo, que tem sim muitos pontos positivos, mas por eu ser um pecador miserável (até hoje eu contínuo sendo esse mesmo pecador miserável, mas to tentando consertar as atitudes e idéias que eu conseguir identificar que estão erradas em mim), eu era daqueles calvinistas bem proselitistas e chatos, que ficava enfiando o que achava ser a “teologia superior” goela abaixo dos outros. Para mim, o Calvinismo era a forma pura do “Evangelho” e o sistema mais correto de interpretação da Palavra de Deus e, com isso em mente, eu me tornei uma pessoa muito chata. 

Então conheci adeptos da tal “Teonomia” que tinham o mesmo sentimento que eu sobre a teologia deles, que consideravam ser o “supra sumo” do Calvinismo e por isso a “teologia superior” a qualquer outro entendimento das Escrituras. Daí eles me trataram como eu tratava as outras pessoas quando eu questionei e rejeitei pressupostos que eles afirmaram,com muita agressividade e interpretando tudo que eu dizia da pior maneira. Com isso, tive que me olhar no espelho e ver como eu era uma pessoa desagradável por ser radical e fanático com a Teologia que eu acreditava na época. Acabei tendo um efeito positivo com isso também, assim eu pude ver como eu era fundamentalista, tacanho, chato e sem amor pelo próximo, que é verdadeiro o cumprimento da Lei aonde somos todos pecadores.

  • Radicalismo Político em Forma de Teologia

Talvez pelo radicalismo estar em moda no Brasil, principalmente o radicalismo político, se explique porque uma doutrina como a Teologia do Domínio e suas variações como Teonomia, Kingdom Now, Cosmovisão Cristã e afins faça tanto sucesso, por se colocar como intérprete da Palavra de Deus tendo como base a revisão, reinterpretacao e “atualização” das leis mosaicas que eram para o povo hebreu como se fossem para nós e com isso criar regras de para santificar e justificar o cristão por meio de obras humanas e até mesmo “autorizar” sentimentos radicais ruins como a superioridade, o individualismo, o machismo, a indiferença pelos pobres, e o racismo, em alguns casos mais extremos, até mesmo a vontade de matar pessoas fica autorizada em nome da teologia do Domínio, seja pelas suas opções sexuais, pelo entendimento teológico delas, enfim, por várias situações que eles defendem que as pessoas deveriam ser mortas usando como argumento as leis civis de Israel e suas penas de morte, que Cristo cumpriu e não estão mais válidas na Nova Aliança para o Novo Israel aonde nós, gentios, também estamos enxertados. 

  • Minhas Considerações Finais

Os evangélicos poderiam ter como hermenêutica das Escrituras a necessária correta distinção entre Lei e Evangelho, um dos pontos principais da Reforma Protestante do século XVI, e que Paulo nos ensina em suas cartas e senão caem em legalismos, achando que podem fazer algo por Deus, como o cumprimento da Lei ou o estabelecimento dela na política, sendo que a Bíblia e a história nos mostra que a imposição da fé por meio da coação, leis e força só produz mais pecado, porque o homem é caído e corrupto por natureza, Cristo é o cumprimento da Lei que precisamos para que Deus se satisfaça conosco. Deus se satisfaz com Cristo e pela fé em Cristo recebemos os benefícios do cumprimento da Lei, porque somos todos pecadores.
Aqui no meu blog tenho algumas coisas sobre esta heresia e dando prosseguimento a alguns textos elucidativos sobre o assunto que de vez em quando encontro por aí posto agora mais um da apologista pentecostal Mary Schulz. Mas vou editar e adaptar algumas coisas [que ficarão entre colchetes] para evitar que eu dê a entender que concordo com tudo que ela diz.

Se quiser conhecer minha opinião sobre a Lei de Deus, política e sociedade, procure aqui pelo blog, aonde já escrevi muita coisa sobre isso e  clique nesta pesquisa se quiser saber mais detalhes sobre a “Teologia do Domínio” em sua forma original e como ela atinge negativamente a vida dos cristãos.

  • Segue o texto:

Existe um grande movimento, em assombrosa atividade, conhecido como Teologia do Dominionismo, ou do Reconstrucionismo, ou do Reino Agora [Kingdom Now], uma mistura de teologia calvinista reformada com enorme influência carismática. Conquanto poucos possam ser denominados reconstrucionistas, grande porção deste movimento tem-se infiltrado nos pensamentos e ações de muitos crentes professos, mesmo sem que o saibam.O movimento tem sido liderado por teólogos como Rousas J. Rushdoony, Gary North, Ray Sutton, Greg Bahnsen (já falecido), David Chilton, e por líderes carismáticos, como Earl Paulk. Suas idéias são constantemente refletidas por cristãos não reconstrucionistas como Pat Robertson, Dr. James Kennedy, John Whitehead, Franky Schaffer e Jerry Falwell. (N.T.: Apesar do fato de que muitos dominionistas, reconstrucionistas e teonomistas sejam hipercalvinistas, ao mesmo tempo, eles escrevem e falam como se acreditassem que podem ajudar Deus a controlar as coisas na Terra, a fim de que o Reino, conforme sua versão do mesmo, possa ser colocado em ordem, para que o Rei possa reinar adequadamente, através deles, é claro). [Meu comentário: Aqui no Brasil, temos neopentecostais como Silas Malafaia, Marco Feliciano Eduardo Cunha e outros, que são apoiados por estes adeptos da Teonomia, que é uma seita do calvinismo, por causa de seus posicionamentos políticos, mesmo que teologicamente a fé neopentecostal seja totalmente contraditória ao calvinismo que eles dizem ser representantes legítimos]

A Teologia do Domínio (o sistema de crença por trás do Reconstrucionismo) ensina que, antes da volta de Cristo, o crente terá domínio sobre cada área da vida… Com esta autoridade do Rei, devemos reclamar a Terra para Cristo, não só espiritualmente, mas também social, política e economicamente (Não é coincidência que uma das organizações reconstrucionistas tenha o nome de “The Institute for Christian Economics”.)  Segundo elas, o domínio da Terra é realizado não apenas através da oração e do evangelismo, mas também do processo político e da reforma social (O COR – Coalizão Sobre o Reavivamento – trata deste objetivo). Para os dominionistas, Cristo não voltará à Terra, enquanto a igreja não completar sua tarefa.

A Teologia do Domínio é postulada sobre três crenças básicas:

1. – Satanás usurpou o domínio do homem sobre a Terra, por causa do pecado de Adão e Eva.

2. – A igreja é o instrumento divino para retomar o domínio de Satanás.

3. – Jesus não poderá voltar, até que a igreja tenha subjugado a Terra e conseguido o controle das instituições governamentais e sociais da mesma.

Mais especificamente, o que a Teologia do Domínio ensina? Vejamos:
(segundo eles) A Lei do Velho Testamento é a nossa regra de vida para hoje. Embora a Teologia do Domínio afirme que guardar a Lei não é condição sine-qua-non de salvação, ela é necessária à santificação (Mesmo assim, algumas declarações da COR aparecem citando a guarda da Lei do VT como condição específica de salvação).

Isto sem falar que a Lei do VT deve governar também a sociedade, visto como estamos na obrigação de  subjugar a Terra, conforme Gênesis 1:28. A Teologia do Domínio ensina que  a Lei de Deus deverá governar todos os aspectos da sociedade, uma visão conhecida como Teonomia (ou Lei de Deus), assim descrita por Greg Bahnsen: “O cristão fica obrigado a guardar toda a Lei de Deus como modelo de santificação e esta Lei deve ser forçada pela magistratura civil”  (Theonomy, p. 34). Isto significa que os cristãos devem guardar todas as leis do VT, exceto aquilo que o Novo Testamento [segundo a interpretação teonomista] cancela, como no caso do sistema sacrifical.

Uma peça central da Teologia do Domínio é a crença na Antiga Aliança, deixando de fazer qualquer diferença entre Israel e a Igreja. (N.T.: Para os dominionistas a igreja agora é a Israel Espiritual). A Teologia do Domínio [exagera esse entendimento bíblico e erradamente] ensina que a igreja deve governar pelas mesmas leis, estando sujeita às mesmas maldições e recebendo as mesmas bênçãos prometidas a Israel.

A Teologia do Domínio ensina um alto nível de ativismo social e político. Para os dominionistas, como o Reino de Deus vai dominar gradualmente a Terra, é natural que os cristãos se engajem na mudança da sociedade, através de novas leis e da ação social.

Os seguidores do Dominionismo, como também muitos carismáticos, especialmente os do Movimento Latter Rain, estão em busca de um grande reavivamento no final dos tempos, através do qual as massas se voltarão para Cristo.  Isto significa que o Dominionismo descarta o Arrebatamento da igreja.  Conforme os dominionistas, o mundo está ficando um lugar melhor, através dos esforços dos cristãos (conforme a 2 Tessalonicenses 2:1-12).

Como acontece a muitos outros que seguem os ensinos de George Ladd, a Teologia do Domínio acredita que já estamos na era do Reino e temos a autoridade do Reino, enquanto estamos deslanchando o Reino através de nossos esforços. “O Reino é agora, mas ainda não é” (?) é o popular slogan da Teologia do Domínio.

A Teologia do Domínio é pósmilenista em sua Escatologia. Ela acredita que a reconstrução da sociedade, conforme os princípios bíblicos, é a demonstração final de que o Reino de Deus foi estabelecido na Terra. Cristo não pode voltar (segundo eles), antes que aconteça na Terra uma grande parcela de domínio pela igreja. Os dominionistas acreditam que a maldição da Terra será lentamente removida, quando ela for dominada pela igreja. Até mesmo a doença e a morte serão eliminadas, antes da volta de Cristo à Terra.

Teologia do Domínio na sua forma original, a Teonomia, costuma ser] preterista em sua interpretação da profecia. Ela ensina que virtualmente todas as profecias, as quais os cristãos acreditam que serão cumpridas no futuro como se, de fato, já tivessem sido cumpridas, entre os anos 30 e 70 d.C.  No livro de David Chilton, “Days of Vengeance”  (Dias de Vingança), ele diz que o Livro do Apocalipse “não trata da segunda vinda de Cristo, mas da destruição de Israel e da vitória de Cristo sobre os Seus inimigos” (no século 1, p. 43).

Um dos mais importantes distintivos da Teologia do Domínio é sua crença na Teonomia. Ela ensina que os cristãos estão sob a Lei como prática de vida e ficam obrigados a manter o mundo sob a Lei. Este conceito está embasado, equivocadamente, em várias passagens bíblicas:

Em Gênesis 1:28, Deus mandou que Adão subjugasse a Terra. Adão perdeu esse direito para Satanás, depois do seu pecado. A igreja agora está reclamando do Diabo a restituição do que Adão perdeu.  (N.T.: Eis aqui um lampejo da chamada Guerra Espiritual).

Segunda –   A Grande Comissão de Mateus 28:19-20 comanda os seguidores de Cristo a pregar o Evangelho (fazendo discípulos de todas as nações), o que significa (segundo a Teologia do Dominionismo)  ir além da transformação e santificação pessoal, até a reforma da sociedade.

Mateus 5:17-19 é a passagem sobre a qual o sistema se apoia. Ele afirma que a palavra “cumprir” em verdade significa “confirmar”. Desse modo, Cristo, em hipótese alguma, cumpriu ou completou toda a Lei, mas em vez disso, confirmou-a como nossa atual regra de vida.
A tradução normal e melhor para “plerosai” é cumprir, não confirmar. Além disso, temos o peso do Novo Testamento ensinando sobre a Lei. As epístolas ensinam claramente que os crentes já não estão sujeitos à Lei de Moisés (Romanos 6:14; 7:6; 8:2-4; Gálatas 3:24-25; 5:18) e que estamos  livres do jugo da Lei, para servir sob a graça da Lei de Cristo (Gálatas 6:2).

Além disso, se os cristãos ainda precisam guardar a Lei, por que não guardam também as leis cerimoniais? A resposta da Teologia do Domínio é que  a Lei foi dividida em três seções: Civil, Moral e Cerimonial. A Lei Cerimonial foi cumprida por Cristo e já não é incumbência do crente, mas o mesmo não acontece com a Lei Moral e a Civil. Portanto, devemos viver sob a Lei Moral e buscar estabelecer em nossa sociedade o sistema civil do Velho Testamento.

O problema com esta visão é que em parte nenhuma da Bíblia podemos encontrar que a Lei foi dividida em três seções. Isto é uma teoria inventada pelos homens. Sempre que a Lei é mencionada nas Escrituras, ela se refere à Lei como uma unidade. Os judeus eram obrigados a guardar todo o sistema sacrificial, os mandamentos referentes aos alimentos e ao vestuário (Lei  Cerimonial) bem como os 10 Mandamentos (Lei Moral). Se o Novo Testamento afirma que Cristo cumpriu toda a Lei, isto significa que os cristãos estão libertos de toda a Lei do Velho Testamento. Os santos da era da igreja não são obrigados a cumprir lei alguma do VT. Ninguém tem o direito de, arbitrariamente,  afirmar que fomos libertos apenas de uma parte da Lei. Os crentes foram libertos de toda a Lei (Romanos 7:4-6) ou então de lei nenhuma. (Conforme Thomas Ice, “a Lei de Moisés foi dada a um povo específico (o judeu); num lugar específico (a nação de Israel); para tratar de uma situação específica. Desse modo, a Lei não pode ser obedecida hoje em dia, pela igreja, conforme era exigido de Israel, quando ela foi dada à nação”  (Biblical Perspectives, Vol. II, No. 6). [Na verdade, a Mary Schulz não está fazendo uma leitura correta da perspectiva de se separar a Lei em três seções. Realmente a separação nestas 3 seções é uma forma humana de interpretar os usos da Lei no Antigo Testamento, mas isto não foi feito pelos teonomistas. Desde a época patrística já se dividia assim as leis do Antigo Testamento e a Reforma Protestante assim a dividia também, pois o Novo Testamento sempre fala como já superadas as leis sobre assuntos civis e cerimoniais, mas confirma que temos que ainda as leis das duas tábuas como padrão moral do Cristão que ama a Deus e ao próximo (Rom 13) e que é por essas leis que a humanidade será julgada, cobrada e condenada por seus pecados, não pelas leis civis ou cerimoniais que eram só ara Israel. O argumento de que a Lei não vale para os cristãos em seu uso penal é correto, não estamos mais condenados pela Lei, porque somos perdoados por Deus e cremos no Evangelho, por meio da fé somente, mas a Lei moral ianda serve para nos orientar a vida cristã e pregar contra o pecado do mundo, não, porém, da forma que a seita teonomista afirma, pelo “domínio” da Igreja, mas por gratidão a Deus, em amor por Ele e pelo próximo, e como base para servir, não para dominar, as pessoas, trazendo benefícios e não ditaduras teocráticas, tendo em mente que o pecado não vai possibilitar uma aplicação social e um cumprimento social perfeito da Lei, pois nem individualmente ela é cumprida perfeitamente, por isso precisamos de Jesus para nos redimir, por isso a Teonomia é tão absurda do ponto de vista bíblico]

Pelo lado positivo, Ice comenta: “O ensino de Paulo em Gálatas 3 e 4,  é que Cristo nos libertou da maldição da Lei, mas não que ficamos sem lei, conforme insistem os reconstrucionistas; mas que devemos andar em novidade de vida, motivados pelo Espírito Santo”. (Ibid, p. 2).

Existem muitos efeitos negativos provocados pelos ensinos  da Teologia do Domínio, no Cristianismo evangélico de hoje.  Quatro desses efeitos são:

1.- Os reconstrucionistas ensinam que a missão da igreja vai além da transformação espiritual dos indivíduos, como um mandato para mudar a sociedade, um “patriotismo moral”, se ela quiser se opor ao Humanismo. Para que Cristo fique satisfeito com os cristãos, nesse caso, eles devem se engajar no ativismo político e social. Conforme esta visão, os cristãos devem mudar as leis de sua terra, esforçando-se para eleger candidatos cristãos e buscando geralmente exercer o seu domínio no mundo, colocando-o sob a Lei de Moisés. Vemos a influência deste pensamento até mesmo naqueles que pouco conhecem a Teologia do Domínio…
James Dobson, Larry Burkett, the Christian Coalition, Pat Robertson, Promise Keepers, Charles Colson e o documento Evangélicos e Católicos Juntos (ECT), e a Operação de Resgate são apenas alguns do chamado mundo  evangélico.

2. A motivação para uma vida piedosa embasada na bendita esperança – do retorno de Cristo (Tito 2:13) – é substituída pela tarefa de reestruturar a sociedade. Este mandato cultural para restaurar a sociedade é uma tarefa que pode levar milhares de anos (aproximadamente 36.000 anos, conforme David Chilton).

3.- Se já estamos no Reino de Deus [no sentido de teocracia política, como ensinam os dominionistas, não no sentido de Reino espiritual, como Cristo ensina que já estamos por meio da fé], então os carismáticos estão certos, quando ensinam que a saúde e a prosperidade são um direito de todo crente. Daí porque os calvinistas do Reconstrucionismo e os carismáticos do Reino Agora (no Brasil conhecidos como Neopentecostais) formaram pelo menos uma unidade não específica, pois têm ambos a mesma visão (é o que vemos nas épocas de eleições no Brasil, quando calvinistas e neopentecostais, geralmente inimigos, costumam se unir no mesmo discurso, com a mesma bandeira). Eles não estão aguardando o retorno de Cristo para estabelecer o Seu Reino; estão tentando estabelecê-lo para Ele.

Obs. – Parte deste material é um excerto ou adaptação de três fontes: (1) – Dominion Theology, Pr. Gary E.Gilley, da Southern Chapel, Janeiro de 1996; (2) “Dominion Theology: Blessing or Curse?”; de Thomas Ice e H. Wayne House; “Vengeance is Ours: The church in Dominion”, de Albert James Dager.
Biblical Discernment Ministries.

Tradução, adaptação e comentários de Mary Schultze, 12/10/2009. Se quer conhecer o que ela pensa a respeito, vistie o site dela: www.maryschultze.com

Comentários e edição aqui minha mesmo pelo blog, apenas para apresentar a Teonomia a quem quer perder seu tempo conhecendo essa bizarrice.

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