Texto de Artur Sarmento

Jesus e Maria

Para Sócrates, um ser estúpido. Buda sequer permitia que seus seguidores olhassem para elas. Judeus agradeciam por não terem nascido mulheres. Servas, mudas, controladas, máquinas de reprodução. Até que certo dia ouviu-se uma voz que dizia: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.”.

Era Jesus. O mesmo homem que revelou-se como Messias a primeira vez para uma mulher samaritana. O mesmo Deus que se revelou ressurreto primeiramente para duas mulheres. Ele escolheu nascer de uma. Ele escolheu até mesmo ter uma prostituta em sua linhagem. Sim! Ele tratou prostitutas e adulteras como semelhantes.Tratou de todas como mulheres, como seres humanos. Devolveu sua dignidade, sua humanidade, deu-lhes voz e ouvidos.

Uma pena é que quase 2 mil anos depois ainda não entendemos isso. Cristo ainda é incompreendido. Até quando? Até quando deixaremos que mulheres ganhem menor salário? Até quando deixaremos que sejam vistas como simples objeto sexual e/ou donas de casa? Até quando deixaremos que estejam fora de postos de liderança? Até quando nós, Igreja, permaneceremos calados e de braços cruzados?

Que a nossa oração hoje seja um pedido para que Deus desconstrua o machismo a que fomos submetidos e tivemos plantado no coração; para que Ele abra nossos olhos, entendimento e nos lembre da importância que essa reflexão exige diariamente; que Ele nos dê sensibilidade e a Sua mentalidade; que sejamos mais cristãos, mais parecidos com o Rei que escolheu mulheres.

“Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou? Eu também não a condeno. Agora vá e não peques mais”. (João 8)

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