Pergunta aos legalistas e aos teonomistas

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Pessoal legalista (que condena tatuagem, vídeo games, música secular e acrescentam outras regras além das regras que Deus deu na religião cristã) e teonomista (praticamente a mesma coisa dos legalistas, só que mais acadêmico, fazem leitura seletiva da Bíblia e acham que a Torah deve ser imposta como padrão de leis civis):

Eu estou com vontade de entrar nesse grupo que se insinua ser a “elite” não só do cristianismo, mas da humanidade, mas tenho algumas dúvidas sobre o cumprimento da Lei de Deus (que vocês dizem ser apenas a Torah) que gostaria que me ajudassem:

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Jesus odeia religião? Talvez… na verdade, não

Por: Kevin DeYoung

Jesus era um judeu. Ele participou de cultos na sinagoga. Ele obedeceu os dias santos. Ele não veio abolir a Lei e os Profetas, mas cumpri-los (Mt 5.17). Ele fundou a igreja (Mt 16.18). Ele estabeleceu a disciplina eclesiástica (Mt 18.15-20). Ele instituiu uma refeição ritual (Mt 26.26-28). Ele ensinou seus discípulos a batizar pessoas e ensinar os outros a obedecer tudo que ele ordenou (Mt 28.19,20). Ele insistiu que as pessoas cressem nele e em certas coisas sobre ele (João 3.16-18; 8.24). Se religião é caracterizada por doutrina, mandamentos, rituais e estrutura, então Jesus não é seu garoto-propaganda do ódio à religião.

Há um novo vídeo no Youtube virando um viral e ele é sobre Jesus e religião.

Especialmente sobre como Jesus odeia religião.

O vídeo – que em poucos dias foi de centenas de visitas a milhares e milhões – mostra Jefferson Bethke, que vive em Seattle, recitando uma poesia bem elaborada e acuradamente produzida. O argumento, de acordo com Bethke, é “enfatizar a diferença entre Jesus e a falsa religião”. Nos últimos dias, vi esse vídeo aparecer por todo Facebook. Vi algumas pessoas da minha igreja que gostaram. Algumas perguntaram o que eu acho. Outros me disseram que há algo estranho sobre o poema, mas não souberem articular muito bom o que é. Tentarei explicar o que é isso em um momento. Mas primeiro assista o vídeo você mesmo. Clique aqui e leia mais…

Neopentecostal também é brasileiro e também é “próximo”

Eu vi uma notícia recentemente que me deixou intrigado. Segundo a notícia: O ”Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar se houve deficiência no processo de licenciamento do templo, por ausência ou ineficácia de análise dos necessários Estudos Prévios de Impacto de Vizinhança e de Tráfego. De acordo com a Folha.com o promotor de Justiça Ricardo Manuel Castro, responsável pelo inquérito, pediu à Prefeitura de Guarulhos uma cópia integral do processo administrativo que resultou no licenciamento da igreja e recomendou que o município cassasse imediatamente o alvará da obra, promovendo a interdição do templo até que sejam apresentados e aprovados os estudos prévios necessários.” (Fonte da notícia)

Voltei. Bom, como sabem, sou 100% contra a Igreja Mundial do Poder de Deus, mas 100% a favor da liberdade religiosa. Esse preconceito religioso e social contra os evangélicos é algo lamentável (o principal alvo são os neopentecostais, mas colocam a nós, evangélicos tradicionais no mesmo bolo, mas temos crenças totalmente diferentes). Por mais que eu tenha um ódio e rejeição total ao neopentecostalismo, não posso compactuar com iniciativas que limitem a liberdade religiosa no Brasil por puro preconceito, se utilizando de dois pesos e duas medidas.. Liberdade religiosa e laicidade (laicidade não é ateísmo, nem combate à religiosidade, mas imparcialidade diante das manifestações religiosas) são fundamentais para a Democracia.

Será que o Ministério Público também vai investigar o Carnaval, a festa da Aparecida, Parada Gay e outras manifestações populares pelo mesmo motivo de atrapalhar o trânsito?? Claro que não.

Por que o ministério público não investiga as denúncias de estelionato e tráfico de armas e drogas contra o “apóstolo” Santiago e seus parceiros? Isso sim deveria ser investigado, mas sem limitar a liberdade religiosa e de culto dos neopentecostais. Eles são brasileiros também e têm os mesmos direitos..

Concluindo, creio que existem sim muitas heresias e coisas estranhíssimas nessa denominação que devem ser analisadas e apuradas, mas que seja feito pelo motivo certo, seja teológico ou jurídico, mas o direito à liberdade de se reunir dos neopentecostais adeptos da denominação fundada pelo Santiago devem ter seus direitos garantidos também, assim como qualquer um de nós. A atitude do Ministério Público é preconceituosa e tem um fim anti-democrático e iníquo..

Sobre os “apologetas” que adoram comemorar as desgraças que acontecem aos neopentecostais, melhor reverem um pouco o sentimento e a atitude em relação a eles, podemos sim ter revolta, indignação contra o erro e zelo pelo que é certo, mas lembrando do que diz o “Evangelho Puro e Simples”, a Bíblia:

E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.

E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele;
E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.
Marcos 12:29-33

Vamos fazer a coisa certa, como cidadão deste mundo, e cidadãos do mundo porvir.
Deus abençoe.

Que tal flertar?

Você já se perguntou se é compatível com o cristão flertar? Não vou entrar na questão do pode ou não pode, você tem uma Bíblia, leia que llá tem o que pode ou não pode. Eu vi esse texto num site judeu e achei legal compartilhar para a nossa reflexão como cristãos também, afinal, temos os mesmos princípios nessa área, já que Jesus não substituiu as leis de Deus nessa área. Não concordo com tudo desse texto, por exemplo a definição que ele faz de “flertar” como sendo o ato sexual em si, sabemos que hoje o flertar é também demonstrar interessa em outra pessoa e isso não é pecado, mas acho super pertinente compartilhar esse texto para pensarmos bem na maneira como nos aproximamos e tomar cuidado com as pessoas em quem nos interessamos.

 

Sem mais delongas, segue o texto para pensar e desafiar a si mesmo a cumprir, para que sejamos bíblicos, portanto felizes, nessa área também de nossa vida:

Por definição, flertar é comportar-se de forma brincalhona com a intenção de despertar o interesse sexual. Mas o flerte não é tanto sobre “como?” ou mesmo “por que?”, mas sim “com quem?” Se você encontrou uma linda desconhecida em um bar, atravessando a rua ou no ponto de ônibus, ou deu de cara com um simpático e educado estranho no elevador, pare por aí. Você já está fazendo tudo errado.

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Absoluto e relativo

Jesus - o nosso Absoluto

 

O Absoluto por Baixo do Relativo, o título de um dos livros do Prof. Stanley Jaki é muito sugestivo. A fé evangélica apresenta vários exemplos. Cremos que a Bíblia, nos autógrafos originais, foi inspirada por Deus (2 Tim 3.16). Consequentemente confiamos na absoluta veracidade da Palavra, mas algumas interpretações de alguns textos não merecem mais do que uma confiança relativa. A compreensão varia de acordo com a visão do exegeta, bem como do contexto histórico. Dogmatismo acerca do relativo tem de ser encarado com suspeita.

Os reformadores corretamente questionaram a elevação a elevação da tradição eclesiástica acima da autoridade das Escrituras. Sola Scriptura! é o brado até hoje daqueles que crêem na palavra de Jesus (Mt 5.17-18). O absoluto tem de ser buscado, reconhecido e abraçado, tal como o Deus invisível e absoluto que criou o mundo visível e relativo, pode ser percebido por meio das coisas por Ele criadas (Rm 1.19-20. A ordem bíblica é para nós buscarmos o absoluto por meio do relativo.

O grão que tem de morrer para multiplicar infinitamente a vida relativa que desapareceu (Jo 12.24), também ilustra esta verdade. Sendo o grão relativo, morre, mas a nova vida por ele gerada não morre jamais. O absoluto emana do relativo em demonstração do absoluto contido no corpo humano, mortal de Jesus. Foi assim que o Senhor mandou os judeus destruir “este templo” e em três dias refazê-lo sem mãos em forma indestrutível (Jo 2.19).

O mesmo ocorre nas decisões e sofrimentos desta vida que produzem a glória sem fim da vida eterna. Nossa leve e momentânea tribulação produz o intocável peso da glória (2 Cor 4:17). Dentro do temporal e visível se produzem galardões de absoluto valor e infindável duração. Aí então estaria o valor do relativo nesta vida. Tudo que praticamos, construímos, tratamos e entregamos será aprovado ou rejeitado em função do absoluto. O fogo do julgamento destruirá o relativo e o absoluto permanecerá (1 Cor 3:13-15). O autor de hebreus apresenta a mesma visão escatológica… “Ainda uma vez por todas farei abalar não só a Terra, mas também o céu. Ora esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção das coisas abaladas como tinham sido feitas, para as coisas que são permaneçam” (Heb 12:27)

Fazemos um lembrete: o relativo tende a ficar absoluto na ausência da revelação da Palavra de Deus. O vazio continua, mesmo nas mais conceituadas cátedras da sabedoria humana. Só quem experimenta a paz de Deus, como Agostinho, reconhecerá o absoluto por baixo do relativo. “O homem vive inquieto até descobrir em Deus o seu descanso”. Assim, a paz de Deus que excede todo o entendimento guarda o coração daquele que radicado no absoluto pela fé, convive com o relativo e todos os problemas que este último traz.

[...] Isto significa, portanto, que há muitas crenças e ensinamentos que não são heréticos; não pertencem ao fundamento absoluto, e sim ao relativo.

Defender a fé não quer dizer procurar marginalizar crentes que solidamente mantêm a convicção do absoluto, mas diferem em suas interpretações do e opiniões de textos e ensinamentos que não são essenciais à salvação. Heresia separar cristãos de não cristãos e regenerados dos que ainda não nasceram de novo. Paulo acusou os falsos mestres que perturbaram as igrejas da Galáxia de propagarem outro Evangelho (Gal 1:8-10). Não era possível encaixá-los no absoluto. Certamente o apóstolo não teria de ser considerado relativo (adiaphora – isto é, não pertencer ao cerne essencial da fé). Sempre devemos ficar claros em nosso posicionamento doutrinário, distinguindo cuidadosamente o absoluto do relativo.

 

Texto por Russel Shed, originalmente publicado na revista Defesa da Fé

O capítulo 7 de Mateus

Esse argumento descontextualizado de "não julgueis" é tão "inteligente" que dá raiva!!

Parece-me que pegar versículos isolados de Mt 7 é o super trunfo dos falsos profetas:

  • Blindagem contra crítica: “Não julgueis, para que não sejais julgados” Mt 7,1
  • Base da teologia da prosperidade: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” Mt 7,7
  • O resultado é o que vale: “Pelos seus frutos os conhecereis” Mt 7,16

O problema é que o capítulo 7 de Mateus nos diz muito mais do que a interpretação deturpada de certos líderes da prosperidade.

O julgamento de falsos profetas
Mt 7,1 é bastante explícito sobre julgarmos os nossos irmãos, uma vez que estamos todos sujeitos ao pecado. Mas é interessante ler também Mt 7,15:

Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.

Segundo o Michaelis online:

acautelar
a.cau.te.lar Clique aqui e leia mais…

Não preciso de Igreja??

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Oséias 7:14 Eles não clamam a mim do fundo do coração quando gemem orando em suas camas. Ajuntam-se por causa do trigo e do vinho, mas se afastam de mim.

O Brasil vive hoje um momento importante no meio cristão. Existem muitas respostas diferentes para as mesmas perguntas, muitas explicações para as mesmas dúvidas, muitos argumentos para os mesmos fatos. Hoje, no Brasil, o acesso à informação está democratizado e por isso mais pessoas conhecem mais coisas e acabam tendo mais dúvidas, mas hoje com a facilidade de encontrar respostas no clicar de um mouse.

Isso causa também um efeito negativo. Hoje muitos internautas acham que por causa deda facilidade de acesso eles podem ter respostas para tudo e isso provoca um individualismo e egoísmo latentes em nossa sociedade hoje. Dentro do meio cristão, em nome desse individualismo, muitos abandonam a igreja e acreditam que não precisam mais frequentar uma congregação porque já têm respostas disponíveis na tela do computador, na página de livros, na letra de uma música, etc.. Também existe a “nobre” intenção de se blindar, evitar desapontamentos e decepções com outros irmãos falhos e imperfeitos como todas as pessoas. Para justificar essa posição, usam vários argumentos disponíveis na internet e encontram até “mestres” que com linguagem bela e bem colocada, até mesmo poética, conseguem dar belas explicações e argumentos fortes para essa posição.

Os cristãos em toda sua história tiveram a Bíblia como única fonte de autoridade, normas e princípios para estabelecer, cultivar, amadurecer, restaurar e defender sua fé em Jesus, no Pai e em toda sua vida espiritual. Por isso gritamos: Sola Scriptura! (Somente a Escritura!) Esse é nosso grito contra a rebelião do mundo e a nossa rebelião também. Examinando as Escrituras, vemos esse alerta de Deus através do profeta Oseias, onde Ele diz que têm se irritado com nossa falta de sinceridade com Ele em nossas orações e nossa negligência em se reunir com Ele (e isso se faz em congregar, não sozinho). Aqui, o Senhor diz que se irrita com o fato de preferirmos o entretenimento, a diversão, ao invés de se reunir com ele. E não é assim mesmo? Muitos de nós temos disponibilidade para o barzinho, para o happy hour, para o show gospel, mas na hora de ir para a igreja, a energia acaba, pensamos na segunda-feira de trabalho, no programa de TV, naquele papo na internet e desobedecemos ao Senhor em nome de nosso lazer egoísta.

Por isso, irmãos, “não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos animar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.” Hebreus 10:25 NVI

As Duas Realidades

Duas dimensões paralelas para o cristãoSer cristão é como ir para uma dimensão paralela com “alienígenas” que são fisicamente idênticos aos terráqueos, mas com hábitos, costumes, idéias, filosofias.. enfim.. uma realidade totalmente diferente dessa que as pessoas nesse mundo estão acostumadas..

Então saímos de casa e temos que encarar a realidade desse mundo aqui porque o Rei da “outra realidade” diz que temos responsabilidades e deveres enquanto peregrinamos na realidade dessa Terra, que Ele também criou e nos sentimos estranhos aqui, ora nos sentimos pequenos demais, ora nos sentimos “inchados” demais, ou seja, não nos “encaixamos” com essa realidade daqui, achamos quase tudo muito estranho, ilógico e até mesmo “irreal”, pq nossa mente foi transformada para uma outra realidade e outro mundo totalmente diferente desse..

E essa realidade desse mundo não aceita a nossa realidade, antes faz de tudo para nos expelir, viramos um incômodo a ser extirpado.

Então fica o desafio de lidar com essa situação. O Senhor Jesus nos ensinou a pregar as notícias sobre a realidade que Ele nos inseriu, que Ele chama de “Boas Notícias” (Evangelho) e são boas mesmo, são a única salvação para as pessoas nesse planeta onde a raça humana e auto-condenou a se destruir até a intervenção do Criador, que destruirá definitivamente esse Mundo e trará “novos Céus e nova Terra” no futuro, de acordo com a realidade que hoje Ele dá para aqueles que crêem nEle e que será trazida por Ele no futuro.

Muitas pessoas que se identificam como cristãs não acreditam nas promessas contidas no Livro que fala com perfeição dessa outra realidade e a deixa disponível a quem acreditar, mas lidam com esse desafio querendo por eles mesmos, por seus próprios esforços “trazer a outra realidade” para essa aqui, o que o Senhor não aprova, mesmo que tantos hoje em dia desobedientemente insistem em fazer e se pervertem por aqui, largando a realidade do Senhor e da Bíblia por essa realidade de pecado e injustiças daqui de baixo, porque definitivamente não há compatibilidade entre as duas coisas..

O outro meio de lidar com isso é suportar a repulsa e as investidas contra nós que esse mundo faz, que nos machuca tanto, confiando que o Senhor está conosco para nos ajudar e essas promessas dEle são reais e nos consolidaremos nessa outra “dimensão” eternamente depois de deixarmos esse mundo e voltaremos com Jesus para a nova realidade que Ele já contruiu e predestinou àqueles que crêem no seu nome, aos que estão inscritos no Livro da Vida.

É uma situação complicada que vivemos aqui embaixo, mas se perserverarmos até o fim, seremos salvos e finalmente transportados para a realidade que Jesus conquistou para nós.

Apóstolo bom é apóstolo morto

Calma, não estou pregando violência nenhuma, nem mandando matar ninguém. Leia o texto abaixo e entenda o porque do título.

Ultimamente somos bombardeados por notícias de pastores que parecem que “subiram de cargo” na hierarquia cristã e já se colocam como apóstolos, ou seja, pessoas que dizem receber instruções pessoalmente do próprio Jesus, enquanto nós, pobres mortais, temos as intruções do próprio Jesus através da Bíblia. Esses tempos aconteceu uma “conferência apostólica” aqui em São Paulo, com Estevam Hernandes e o Renê Terra Nova, que se auto-proclamam apóstolos e são os mais damosos, talvez, no Brasil, e de vez em quando esse tema vem à tona (geralmente por escândalos de megalomania, excentricidade ou corrupção envolvendo o nome desses “apóstolos”), por isso achei pertinente ressuscitar e atualizar esse post para falar desse assunto. Será que realmente Jesus não quer mais que creiamos apenas em Sua Palavra e está nomeando novos apóstolos para nos guiar em nossa caminhada cristã? Vou postar o que concluí sobre o assunto:

Eu vejo que o lance todo do título de “apóstolo” se refere mais ao tipo de “governo” que o líder de uma seita denominação quer que sua seita denominação siga. Baseando-se na mesma interpretação errônea que a Igreja Católica tem do termo e da responsabilidade de um apóstolo, esses líderes religiosos neopentecostais se apropriam do termo “apóstolo” para implementar uma extremização do modelo eclesiástico episcopal, onde também são nomeados bispos nesse modelo, porém sem nenhuma característica democrática ou comunitária que o episcopalismo histórico possui, ficando a pessoa do “apóstolo” como sendo a autoridade absoluta, não só em nomeação de “bispos”, “pastores” e outros colaboradores, como também sendo esse “apóstolo” a autoridade suprema em qualquer assunto eclesiástico, assumindo ele um papel como “mediador entre Deus e os homens”, ou “o represante de Cristo na Terra” com maiores atribuições e poderes que o cristão “comum”. Isso vai totalmente contra os pilares protestantes do Solus Christus e da nossa doutrina fundamental protestante do sacerdócio universal dos cristãos, por isso igrejas com apóstolos não podem ser acertadamente consideradas protestantes.

A palavra “apóstolo” significa “enviado”, nesse sentido, todo cristão é um “apóstolo”, pois a grande comissão é para todos (Mateus 28:19). Mas, no começo da Igreja cristã, esse título era dado somente a alguns, que tinham sido enviados pelo próprio Jesus para fundar Sua Igreja e que possuiam certas credenciais que a Bíblia nos mostra. Depois da morte desses apóstolos, esse título não foi mais usado na Igreja, até que, séculos depois, o bispo de Roma se auto atribuiu tal função e credenciais, mas preferiu o título de Papa, ao invés de “apóstolo”, sendo usado até hoje pelo bispo de Roma na Igreja católica, porém exisitindo em conjunto a crença de que tal bispo, o papa, acumula a função de apóstolo e sucessor dos originalmente “enviados” por Jesus, assim como crêem os neopentecostais “apostólicos”.

A Bíblia nos dá algumas credenciais para que alguém possa ser nomeado como apóstolo. A 1º Credencial: Ter visto o Senhor pessoalmente, não apenas em “visões”, ou “sonhos”. Vejam:

Clique aqui e leia mais…

Isso da Bíblia foi só para aquela época..

Quando forem estudar a Bíblia e entrarem em fóruns, ou tiverem conversas pessoais com seus amigos sobre questões bíblicas, não caiam no erro de dizer “Ah, mas foi aquela época, essa passagem, hoje é diferente e isso não vale mais”.. Deus não muda. Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. A Trindade não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. Tire esse argumento e pensamento de sua cabeça.

É claro que entender a cultura da época é bom e, muitas vezes, fundamental para se entender o sentido de alguma passagem mais difícil da Bíblia, pois há sim pontos mais difíceis de entender (2 Pedro 3:16), mas não é nossa dificuldade de interpretar, ou de aceitar algum mandamento ou passagem da Bíblia que torna inválida essa passagem e/ou mandamento. Mesmo contrariados e desgostando do que Deus diz, temos que obedecer, ou pelo menos tentar obedecer (afinal, somos pecadores e vamos falhar em muitas coisas, mas não podemos desistir), mas não invalide aquilo que Deus validou em Suas Escrituras. Tenha como inválido aquilo que Deus diz em Suas Escrituras que já passou e está inválido e respeite aquilo que Ele validou ao inspirar seus santos a escrever nas Escrituras..

Se você encontrar algo difícil demais para entender ou aceitar nas Escrituras, diga apenas “Não sei”, ou “não tenho certeza, vou me informar melhor”, mas não blasfeme a Palavra de Deus..

Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. – 2 Pedro 1:20

E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la. – Jeremias 1:12

O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. – Mateus 24:35

Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. - João 7:38

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; – 2 Tim 3:16

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