Deus e as Enfermidades

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Muitos dizem que o cristão não pode ficar doente, porque Jesus cura todas as enfermidades de todas as pessoas, segundo eles.

A base para essa idéia geralmente é Isaías 53.4: Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. (ARA)

Se você entender o que a Bíblia ensina sobre o pecado original e a natureza humana e suas duas características (caída carnalmente e regenerada espiritualmente), vai entender o porque Isaías fala de cura se referindo a Jesus curando nossa natureza caída e pecaminosa, não a curas físicas. Nessa passagem, Isaías aponta Cristo como sendo Criador e tendo poder sobre nossa natureza humana, que Ele pode reverter nossa condição humana de separados de Deus e provou isso curando muitas pessoas milagrosamente, tomando sobre Ele, que Ele nos entende porque Ele se humanou e tomou sobre si as nossas fraquezas humanas resultantes do pecador original, mesmo Ele sendo puro e sem pecado algum, sendo o próprio Criador. Este verso não pode ser tomado isoladamente para pretexte de uma falsa esperança que Deus vá curar todas as enfermidades de todos aqui na Terra, se você ler o contexto, vai ver que o assunto de Isaías não é cura de doenças físicas, mas o perdão dos pecados. As curas físicas foram para mostrar que Jesus é o Filho de Deus, Criador de todas as coisas, e que Ele pode cuidar de nós. Ele pode nos curar, mas pode não nos curar aqui na Terra também. nós ainda estamos sob o pecado original e ainda temos uma carne fraca e frágil, que adoece e morre. Não há esperança para uma vida sem males físicos aqui na Terra, Jesus ofereceu uma paz muito diferente da que o mundo dá.
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Maria, a Mãe de Deus

Jesus = 100% Homem e 100% Deus

Jesus = 100% Homem e 100% Deus

Hoje, boa parte dos evangélicos, e falo aqui dos Evangélicos em geral, calvinistas, pentecostais, neopentecostais, metodistas, luteranos, emergentes, etc, tem um sentimento anti-romano muito forte. Acreditam que se algo é ensinado pela Igreja Católica Romana, este algo deve ser visto com suspeita, ou mesmo rejeitado imediatamente. A péssima qualidade do ensino, a falta de diálogo e de troca de idéias e compartilhamento de informações em casa, nas igrejas e no nosso sistema educacional se reflete na falta de conhecimento que talvez a maioria dos evangélicos tenha da história da Igreja como um todo. No máximo, a maioria dos evangélicos conhece a história de sua igreja, denominação, seu grupo teológico, da reforma protestante, etc.. Porém ignoram os 1500 anos de história antes da Reforma, ou os mais de dois mil anos de história antes de sua denominação ou movimento. Continuar Lendo →

Dupla Predestinação

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Deus quer mesmo o bem de uns e o mal de outros?

Tais tentativas de, através de nossa própria razão e força, perscrutar coisas que Deus não revelou nas Escrituras são pecado. Lutero diz o mesmo em suas palestras sobre o Gênesis: “Isto é como eu ensinei em meu livro “Da Vontade Cativa” (Em português brasileiro, presente apenas no volume 4 das Obras Selecionadas de Martinho Lutero, pelas editoras Concórdia e Sinodal. Existe uma obra chamada “Nascido Escravo” que dizem ser uma compilação desta obra de Lutero, mas ela é incompleta e adaptada, não se trata da mesma obra) e em outros lugares, ou seja, que deve ser feita uma distinção quando se lida com o conhecimento, ou melhor, com o assunto da divindade. Porque alguém pode querer debater sobre o Deus oculto ou sobre o Deus revelado [isto é, Deus como o conhecemos através de Cristo, um Deus de misericórdia]. No que diz respeito a Deus, na medida em que Ele não foi revelado, não há fé, nem conhecimento, e nenhum entendimento. E aqui é preciso se atentar que fazer afirmações do que está acima de nós não é da nossa preocupação. Porque pensamentos deste tipo, que investigam algo mais sublime acima ou fora da revelação de Deus, são totalmente infernais. Nada mais é conseguido com esses pensamentos do que nos mergulhar em destruição “.
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Pecados Culturais

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Faz parte do papel da igreja falar contra pecados culturais, quando necessário. No entanto, não devemos enfatizar os pecados da cultura em geral e esquecer de nossos próprios pecados. Como pastor, eu descobri que as pessoas tendem a elogiar sermões aonde são confrontados os pecados contra os quais elas pessoalmente não lutam. Este é o velho Adão dentro de cada um de nós. Nós amamos a condenação da lei de Deus, quando outra pessoa é apontada. Quando isso acontece, nós pensamos em termos de nós contra eles. Nós gostamos de pensar que estamos no lado sagrado de uma guerra justa, pronto para conquistar os pecadores maus fora das paredes da igreja.

Mas a verdade é que todos nós somos pecadores, e os pecados diários de todas as pessoas devem ser confrontados.

Meu medo é porque em certos círculos hoje, como os moralistas da política* (*tradução livre), ou a recente popularidade da teonomia* (*seita hiper calvinista) entre os jovens calvinistas, esta atitude de enfrentar os pecados do mundo exterior ultrapassou a preocupação com os nossos próprios pecados pessoais. Este texto não é para condenar qualquer pessoa ou grupo em particular, mas um aviso para todos nós. A lei de Deus expõe a todos nós pelo que realmente somos, vamos olhar primeiro para nossas próprias falhas e deficiências antes de olharmos para os do mundo em torno de nós . O arrependimento é a tarefa diária de todos os cristãos.

– Jordan Cooper, pastor luterano.

Legalismo na Internet

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Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo
Rm 5.1

Você sabe o que é justificação? Justificação é que autoriza uma pessoa a ser cristã, a ser filha de Deus, a ser salva. O que justifica uma pessoa a ser cristã?
Segundo a Bíblia, é a fé.

Porém, muitos cristãos, sejam evangélicos, católicos, ou ortodoxos, dizem que, além da fé, você precisa de algumas ou muitas outras coisas para ser reconhecido como cristão, para ser autorizado a usar o nome de Jesus como um cristão, para ser justificado. Essas pessoas vou chamar aqui de “legalistas”. Continuar Lendo →

Deus Ama a Todos

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Mudar o significado das palavras, como "mundo" e "todos" para adequar o que a Bíblia diz a uma doutrina não é correto.

Deus odeia o pecado. Deus direciona sua ira ao pecador também. Deus se ira, ou odeia, quando cometemos o mal.  Mas o ódio, ou ira dele, é condicional e pode ser temporário.  Ele garante:

Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.
Salmo 30.5

E a Ira de Deus, ou ódio dele, é sempre justa e como consequência de pecado, não é incondicional, como ensinam alguns. E nós, humanos, não podemos ter esse sentimento, Deus é bem claro:

Não guardem ódio contra o seu irmão no coração; antes repreendam com franqueza o seu próximo para que, por causa dele, não sofram as conseqüências de um pecado.
– Lev 19:17

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Legalismo e Regras

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Eu não tenho problema com regras. Tudo e todos têm suas regras. Eu tenho regras. A Igreja onde sou membro tem regras. Minha casa tem regras. A sociedade tem regras. A Bíblia tem regras. Você tem regras. O problema não são as regras.

Se eu e você quisermos ter um relacionamento (de amizade, profissional, religioso, etc, menos amoroso, claro, pq sou espada e noivo de uma mulher linda, maravilhosa e muito brava.. Haha), vamos naturalmente estabelecer regras. Certas palavras não poderão ser ditas, outras terão que ser ditas, certas atitudes serão cobradas, outras evitadas, são regras que estabeleceremos naturalmente.
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Conversa com um Jovem Cristão de Direita

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Esses últimos tempos eu tenho sido confrontado por muitos jovens cristãos de Direita, quase na totalidade calvinistas, que tentam me convencer a aderir a seus novos posicionamentos de fé que colocam a ideologia política de Direita como sendo a única viável ao “verdadeiro cristão” (termo esse que todos usaram comigo) e que devo me “converter” à Direita para ser de verdade um cristão.

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De Genebra para Wittenberg. Porque Deixei de ser Calvinista e me Tornei um Luterano

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O TEXTO NÃO É MEU, MAS CONTA MINHA TRAJETÓRIA TAMBÉM

Este texto abaixo do Josh Brisby descreve bem minha trajetória também “de Genebra para Wittemberg”, ou seja, o porque deixei de ser calvinista e me tornei luterano. Eu já tentei por diversas vezes contar essa história, sempre sou questionado do porque deixei de ser calvinista e me tornei luterano. Mas as minhas tentativas quase sempre terminam em embates teológicos, os calvinistas a quem me conto minha história não costumam reagir bem ao fato de alguém deixar de ser parte de sua “panelinha”, e eu não gosto de brigar por questões estritamente pessoais que não dizem respeito a mais ninguém, por isso nunca postei nada aqui no Blog explicando os problemas principais do calvinismo para mim, pelo motivo puro e simples de evitar a fadiga mesmo..

PORQUE NÃO FICO COMPARANDO CALVINISMO E LUTERANISMO

Primeiro que ser luterano não me torna melhor que ninguém, então não preciso levantar essa bandeira como os fanáticos políticos e religiosos fazem pela internet com suas bandeiras, batendo com elas na cabeça dos outros e se achando o máximo por serem “Esquerda”, ou “Direita”, ou “Pentecostais”, ou “calvinistas”, ou qualquer outra coisa. Segundo que a justificação é somente pela fé em Jesus, não pela crença no Livro de Concórdia, e a Palavra de Deus é a Bíblia, disponível a todos. Então a igreja invisível de Jesus não é formada apenas por luteranos, mas todos os crentes nEle que Ele escolheu pelo mundo inteiro, de diversas denominações da Cristandade que formam a Igreja Visível de Jesus, da qual a Igreja Luterana é mais uma. Acredito ser a melhor, a mais correta, claro, senão eu seria outra coisa, assim como você deve considerar a sua denominação e sua vertente teológica a melhor também, ou você seria outra coisa também, mas penso assim isso por questões teológicas, não por méritos diante de Deus, pq todas as nossas obras são como o imundo e nossas justiças como trapo de imundície (Is 64.6).

Eu li este texto esses dias e achei bem condizente com a minha experiência, posso enumerar os mesmos pontos que o fizeram se decepcionar com o calvinismo que me decepcionaram também e os mesmos pontos que o atraíram no luteranismo que me atraíram também, então vou traduzir o texto em quase sua totalidade e postar aqui para vocês.
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A Bíblia e o medo dos Muçulmanos

Ao ser questionado sobre como lidar com os muçulmanos que estão chegando ao Brasil como refugiados, respondi que a Biblia ensina e ordena que devemos tratá-los com amor. Afinal, o maior mandamento de Deus é amar o próximo (Mc 12.31) e Jesus não deu exceções para se seguir este mandamento. E só de se desprezar ou negar amor no coração pelo próximo já é considerado ódio e até mesmo homicídio por Deus (Mat 5.20-22). O fato de serem muçulmanos é uma oportunidade de evangelização, para que conheçam a Jesus pela nossa pregação e pelo nosso exemplo, como está de fato acontecendo com muitos que têm sido atendidos por cristãos e igrejas e têm se achegado a Cristo. Outro ponto é que a Bíblia ensina que nós somos “imigrantes” aqui na Terra. No mundo estamos, mas ao mundo não pertencemos (1 Pe 2.11). Continuar Lendo →

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